Home InternacionalNetanyahu revela torcer pela Argentina na Copa do Mundo por aliança com Milei: confira o vídeo

Netanyahu revela torcer pela Argentina na Copa do Mundo por aliança com Milei: confira o vídeo

by Guilherme Salles

Netanyahu escolhe Argentina como torcida na Copa do Mundo

Com a seleção de Israel ausente das Copas do Mundo desde 1970, e enfrentando pressão internacional por boicotes devido à guerra em Gaza, o premier Benjamin Netanyahu declarou sua torcida pela Argentina na reta final do Mundial, disputado nos EUA, México e Canadá. A escolha, conforme revelado em entrevista ao Mojo Podcast, não se relaciona com Lionel Messi, mas sim com a proximidade política entre Netanyahu e o presidente argentino Javier Milei.

A declaração de Netanyahu sobre Milei

Durante a entrevista, Netanyahu deixou clara sua posição: “Eu apoio a Argentina. Você sabe por que? Eles têm um presidente que é um Chabad Hassid (movimento judaico ortodoxo), ele é uma estrela, fez coisas incríveis com a economia deles […] e Milei é um amigo de Israel.” O premier israelense enfatizou que sua decisão fundamenta-se na relação bilateral entre Israel e Argentina, especialmente através da forte amizade entre os dois líderes.

Milei e sua aproximação com Israel

Desde sua posse em 2023, Javier Milei realizou três visitas oficiais a Israel, consolidando uma aliança estratégica com o país. Em uma dessas visitas, em 2025, o presidente argentino anunciou a transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, um movimento que se alinhou com várias nações de direita que seguiram a decisão anterior de Donald Trump. Este gesto reafirma o compromisso de Milei com as políticas israelenses, apesar dos protestos internacionais.

Contexto político e tensões durante a Copa

A declaração de Netanyahu surge em contexto delicado, dias após um jogo tenso entre Argentina e Egito nas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida, carregada de tons políticos, resultou em uma virada dramática da Argentina, vencendo por 3 a 2 após estar perdendo por 2 a 0. Os egípcios, que apoiam publicamente a Palestina desde o início da competição, reclamaram de arbitragem tendenciosa e o técnico Hossam Hassan envolveu-se em confronto com torcedor argentino que exibia bandeira israelense.

Apropriação política da vitória argentina

No mesmo dia da eliminação egípcia, a conta oficial do governo israelense em espanhol na rede social X aproveitou a vitória para associar Argentina e Messi a Israel. A publicação brincava que Messi teria “crescido em Israel” porque sua infância foi vivida na Rua Estado de Israel, em Rosário, Argentina. O post terminava com “Vamos Argentina” acompanhado pelas bandeiras dos dois países, demonstrando uma estratégia de soft power durante o torneio.

Messi mantém neutralidade política

Vale ressaltar que Lionel Messi jamais expressou posições contundentes sobre o conflito israelo-palestino, mantendo uma postura neutra. O craque foi criado em família católica em Rosário, na Argentina, e historicamente evita envolver-se em questões políticas complexas, focando sua carreira no futebol.

Pressão internacional sobre Israel na Copa

O contexto de Netanyahu revelando sua torcida reflete as tensões geopolíticas em torno da participação israelense em eventos internacionais. Diante de campanhas de boicote relacionadas à situação em Gaza, declarações de apoio político tornam-se símbolos de alianças estratégicas, como evidenciado pela relação entre Israel e a Argentina liderada por Milei.

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