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Edifício desativado do Inmetro no Rio Comprido será transferido para o Arquivo Nacional

O edifício, fechado há pelo menos cinco anos, foi isolado pela Prefeitura do Rio nesta quarta com o objetivo de conter as invasões à propriedade

Divulgue pra geral:

Após a Prefeitura do Rio divulgar a decisão de encerrar as atividades no antigo edifício do Inmetro, localizado no Rio Comprido, o governo federal já está tomando providências para o futuro do imóvel, que está desocupado há pelo menos cinco anos. A proposta da União é transferir a propriedade ao Arquivo Nacional, que planeja instalar seus serviços na edificação nos próximos meses.

O prédio, que possui oito andares, tornou-se um alvo frequente de invasões e ocupações irregulares, especialmente por usuários de drogas. Essa realidade piorou consideravelmente nos últimos oito meses, conforme relatam os moradores da área. Eles mencionam uma série de furtos, movimentações ilegais dentro do edifício e episódios de violência associados à sua deterioração.

Com o intuito de mitigar esses problemas, as autoridades iniciaram nesta quarta-feira (13/05) um trabalho de lacração total do imóvel. Essa ação foi resultado de negociações com a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), que atualmente é responsável pelo prédio. O objetivo principal é evitar novas invasões até que a transferência ao Arquivo Nacional seja efetivada.

Uma vistoria foi realizada anteriormente pela Subprefeitura do Centro. Estiveram presentes o vereador Pedro Duarte, o secretário municipal Daniel Soranz e representantes da Secretaria Municipal de Conservação, que ficará encarregada das obras para fechar o prédio. “Embora seja um imóvel da União sob a supervisão da SPU, a Subprefeitura do Centro reconheceu a urgência em agir em resposta às solicitações dos residentes locais e aos riscos à segurança pública. Por isso, colaboramos com outras entidades municipais no processo de interdição do local, mantendo diálogo constante com a SPU, que também vai intensificar a segurança até a chegada do Arquivo Nacional”, afirmou Alberto Szafran, Subprefeito do Centro.

A Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara Municipal, liderada pelo vereador Pedro Duarte, também se manifestou junto ao Ministério Público Federal sobre as questões documentadas encontradas no prédio. O parlamentar destacou que existe uma ampla coleção de materiais produzidos pelos moradores, incluindo vídeos e fotografias. “Estamos esperançosos quanto à resolução desse problema, uma vez que toda a documentação revela uma série de crimes que têm gerado temor e preocupação na comunidade”, declarou.

Vale ressaltar que embora o edifício seja popularmente chamado de “prédio do Inmetro”, ele nunca foi oficialmente propriedade desse instituto. Na verdade, o imóvel pertence à União e foi cedido ao Inmetro durante os anos 1990 por meio de um contrato com o extinto Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER).

Após o fim das atividades do DNER, a responsabilidade sobre o edifício passou para a Superintendência do Patrimônio da União no estado do Rio. Em 2021, o Inmetro devolveu formalmente o prédio, com a entrega das chaves ocorrendo em 2022.

No mesmo ano em questão, a guarda do imóvel foi transferida para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; entretanto, até agora não houve implementação de nenhum projeto concreto para sua utilização.

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