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Médica denunciada por morte de seis recém-nascidos em UTI pediátrica do Paraná por negligência em protocolos de higiene

by Guilherme Salles

Denúncia do Ministério Público contra médica da UTI Pediátrica

O Ministério Público do Paraná apresentou denúncia contra uma médica, diretora-técnica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul. A acusação envolve homicídio culposo de seis recém-nascidos, com o processo tendo sido recebido pelo Poder Judiciário na segunda-feira. Os óbitos ocorreram entre maio e julho de 2024, com as crianças vitimadas por choque séptico e falência múltipla de órgãos decorrentes de contaminação intra-hospitalar grave.

Investigação aponta contaminação por bactérias multirresistentes

Conforme apontado pela investigação, as mortes foram ocasionadas por uma contaminação severa dentro da UTI Pediátrica causada por bactérias multirresistentes. Segundo o MPPR, a médica denunciada deixou de cumprir os protocolos técnicos exigidos para sua posição, demonstrando negligência grave ao omitir-se na fiscalização e garantia de aplicação de normas fundamentais de assepsia e biossegurança.

Violações de protocolos de higiene documentadas

A denúncia especifica diversos pontos de negligência, incluindo a reutilização de luvas entre diferentes pacientes, ausência adequada de higiene corporal dos recém-nascidos, privação de banhos e manuseio impróprio de equipamentos críticos como tubos de intubação e acessos venosos. Essas práticas constituem violações graves dos padrões internacionais de biossegurança hospitalar e contribuíram diretamente para as mortes registradas.

Indenizações requeridas pelo Ministério Público

Além da responsabilização penal da profissional, o MPPR requereu indenização mínima de R$ 50 mil para cada família afetada pelas mortes dos recém-nascidos. Este valor busca reparar os danos morais e materiais sofridos pelas famílias que perderam seus filhos em decorrência da negligência médica documentada.

Posicionamento do Hospital Angelina Caron

O Hospital Angelina Caron divulgou nota oficial informando que ainda não recebeu citação oficial do processo, uma vez que o mesmo tramita sob sigilo judicial. A instituição afirmou que, assim que for formalmente notificada, prestará esclarecimentos pertinentes ao Poder Judiciário dentro dos prazos legais estabelecidos. A direção reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes, cumprimento das normas técnicas, sanitárias e assistenciais, bem como sua transparência com as autoridades competentes.

Continuidade das operações na UTI Pediátrica

O hospital informou que a assistência aos pacientes da UTI Pediátrica segue normalmente, de acordo com todos os protocolos estabelecidos de segurança, higiene e biossegurança. A instituição manteve sigilo sobre questões individuais relacionadas à profissional denunciada, respeitando os limites éticos e legais aplicáveis. O caso evidencia a importância crítica do cumprimento rigoroso de protocolos de higiene e biossegurança em ambientes hospitalares, especialmente em unidades que cuidam de pacientes vulneráveis como recém-nascidos em terapia intensiva.

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