O fim da cobrança por transação nas viagens corporativas
A Loupit, uma das principais travel techs corporativas brasileiras, reforça sua aposta no modelo SaaS de mensalidade fixa como alternativa revolucionária ao tradicional sistema de cobrança por transação. Este novo modelo de negócio representa uma transformação significativa no setor de gestão de viagens corporativas, oferecendo maior previsibilidade orçamentária e redução de custos para as empresas.
No modelo tradicional, as agências de viagens corporativas cobram taxas que variam consideravelmente. Em agências convencionais, a taxa por transação pode alcançar R$80, enquanto plataformas de venda direta ao consumidor, como a Decolar, cobram até 10% do valor da compra em taxa de serviço. A Loupit diferencia-se oferecendo uso ilimitado da plataforma de gestão de viagens e despesas corporativas por uma mensalidade fixa, sem que o volume ou valor das transações realizadas impacte no custo mensal.
Por que o debate sobre modelos de cobrança ganhou força
O questionamento sobre qual seria o modelo de cobrança ideal para agências de viagens corporativas intensificou-se nos últimos anos. Grandes e médias empresas passaram a exigir maior previsibilidade orçamentária de seus fornecedores de tecnologia. Historicamente, o mercado brasileiro de gestão de viagens corporativas foi estruturado em torno da cobrança por transação — um modelo herdado das agências de viagens tradicionais, onde cada emissão de bilhete, reserva de hotel ou serviço adicional gera uma taxa específica.
Com o crescimento das plataformas digitais de self-booking (OBT) e a maior sofisticação das áreas de compras e financeiro corporativo, esse modelo começou a ser questionado. A razão é simples: ele gera custos variáveis difíceis de prever e, frequentemente, desproporcionais ao valor efetivamente entregue pela plataforma.
Impacto financeiro prático: uma comparação real
Um exemplo concreto ilustra perfeitamente o impacto dessa mudança. Considere uma empresa de médio porte com 60 viajantes ativos que realiza em média 500 transações mensais entre passagens, hospedagens e outros serviços. Com uma taxa de R$20 por transação — valor comum entre agências tradicionais —, o custo mensal atingiria R$10.000, totalizando R$120.000 anualmente apenas em taxas de transação, sem contar as tarifas dos produtos em si.
Na Loupit, esse mesmo volume de viagens é atendido por uma mensalidade de R$17,90 por usuário, resultando em R$1.074 por mês para os 60 viajantes. A diferença é expressiva: quase R$9.000 por mês, ou mais de R$107 mil por ano — uma economia de aproximadamente 89% em relação ao modelo por transação.
Quanto maior o volume de viagens corporativas, maior a economia proporcionada pela mensalidade fixa. Em companhias com áreas comerciais ou operações distribuídas por diferentes regiões do país, o volume de transações tende a ser ainda maior, ampliando proporcionalmente essa diferença. O custo com taxas de transação cresce continuamente com o uso, enquanto o valor da assinatura Loupit permanece constante.
Previsibilidade orçamentária como vantagem competitiva
O modelo tradicional por transação penaliza justamente as empresas que mais utilizam a ferramenta — uma situação contrária ao que uma boa tecnologia deveria fazer: incentivar o uso, não taxá-lo. Para times financeiros, a previsibilidade orçamentária é um dos principais atrativos do modelo SaaS.
Sem custos variáveis por transação ou percentuais sobre o valor da compra, o planejamento de despesas com viagens corporativas torna-se mais simples e menos sujeito a surpresas no fechamento mensal — um fator especialmente relevante em um cenário econômico marcado por variações cambiais e reajustes constantes em tarifas aéreas e hoteleiras.
Do ponto de vista técnico, o modelo também oferece benefícios importantes. A empresa consegue investir continuamente na evolução da plataforma sabendo que a receita não depende de estimular o volume de transações, mas sim de entregar valor recorrente aos clientes.
Tendência global no software corporativo
A escolha pelo modelo de assinatura fixa reflete uma tendência mais ampla do mercado de software corporativo (SaaS). Há anos, o setor vem substituindo modelos de cobrança variável por assinaturas previsíveis em áreas como RH, finanças e atendimento ao cliente. A gestão de viagens corporativas é considerada um dos últimos segmentos de T&E (travel & expense) a passar por essa transição no Brasil.
Este modelo já está em operação em outros mercados da América Latina, incluindo Colômbia, México, Argentina, Chile e Uruguai, onde a Uniglobe Travel — rede parceira da Loupit — possui operação estabelecida.
Consolidação global do modelo SaaS em viagens corporativas
A consolidação do modelo de assinatura fixa posiciona a Loupit seguindo a trajetória de travel techs consagradas que dominam o setor globalmente. Na Europa, a Perk (nova marca da TravelPerk) construiu sua liderança sobre um modelo similar de mensalidade fixa. Nos Estados Unidos, a Navan, avaliada em US$ 7,4 bilhões com ações negociadas na Nasdaq, consolidou este modelo como padrão de mercado para gestão de viagens e despesas corporativas.
Com essa consolidação do modelo SaaS, a Loupit reforça seu posicionamento como alternativa tecnológica para empresas de todos os tamanhos, oferecendo não apenas uma plataforma de gestão de viagens e despesas, mas também um modelo comercial alinhado aos interesses de longo prazo dos clientes.
