A Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino, popularmente chamada de Vila Olímpica do Mato Alto, localizada na Praça Seca, foi o cenário do primeiro Festival PCD Esportes Sem Limites. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Esportes do Rio, atraiu mais de 300 atletas com deficiência na última terça-feira.
O festival teve uma programação diversificada, reunindo alunos de cinco unidades da prefeitura, que competiram em quatro modalidades: atletismo, natação, lutas e psicomotricidade. Os participantes foram organizados em grupos conforme idade, gênero e habilidades específicas.
Bruno Ramos, secretário municipal de Esportes, ressaltou a importância do festival na promoção da inclusão dos alunos atendidos pelas Vilas Olímpicas. Ele afirmou: “Esse evento é fundamental para promover a inclusão e ajudar no desenvolvimento dos atletas das Vilas Olímpicas. Muitos deles estão recebendo uma medalha pela primeira vez, o que certamente aumenta seu interesse pelo esporte.”
Com o intuito de estimular a prática esportiva entre pessoas com deficiência e fomentar a integração entre alunos, profissionais e familiares, o Festival PCD Esportes Sem Limites contou com a participação de estudantes das Vilas Olímpicas GREIP (Penha), Mato Alto (Praça Seca), Mestre André (Padre Miguel), Dias Gomes (Deodoro) e CIAD Mestre Candeia (Centro).
A presença de atletas do Time Rio Paralímpico também foi um destaque do evento. Entre os participantes estavam João Victor Teixeira e Thomaz Moraes, representando o atletismo, além de Gustavo Amaral no halterofilismo.
João Victor Teixeira, medalhista de bronze no lançamento de disco durante os Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, voltou ao local onde deu início à sua trajetória esportiva. Ele começou sua carreira aos 7 anos na Vila Olímpica do Mato Alto como atleta convencional no pentatlo.
Após ser diagnosticado com hemiplegia aos 14 anos, condição que afetou sua mobilidade, João Victor retornou ao atletismo agora na modalidade paralímpica. Emocionado por estar novamente na Vila Olímpica onde cresceu, ele compartilhou: “Essa Vila faz parte da minha história. Foi aqui que comecei e ainda mantenho alguns recordes. É inspirador rever professores da minha época e servir como exemplo para as novas gerações.”
Crianças como Samuel Silva, de apenas 7 anos e aluno da Vila Olímpica Dias Gomes em Deodoro nas modalidades de corrida e natação, celebraram suas participações. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Samuel ficou entusiasmado ao competir: “Adoro praticar esportes e foi incrível participar disso tudo e ganhar uma medalha.”
Outro momento marcante do festival foi a apresentação de Aysha Cristine Barbosa, também com 7 anos e considerada uma das primeiras bailarinas cadeirantes da Vila Olímpica do Mato Alto. Aysha participou da abertura do evento com sua turma de dança e também competiu na prova de natação. Ela expressou sua alegria: “O festival é muito legal. Eu amei dançar e poder nadar.”



