Eduardo Cavaliere, prefeito do Rio de Janeiro, classificou como fake news a interpretação de que a Prefeitura da cidade vai proibir o uso de dinheiro no sistema de transporte público. A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (14).
Essa declaração ocorre em resposta ao deputado Dionísio Lins, presidente da Comissão de Transportes da Alerj e membro do Progressistas, que anunciou sua intenção de notificar o município sobre a proibição do pagamento em espécie diretamente nos ônibus a partir do dia 30 de maio.
A notificação menciona o artigo 43 da Lei de Contravenções Penais, que aborda a recusa em aceitar moeda corrente. Segundo o comunicado, a prefeitura deve garantir locais físicos onde os passageiros possam adquirir suas passagens em dinheiro, mesmo que essa transação não ocorra dentro dos veículos.
Cavaliere refutou essa argumentação, assegurando que o dinheiro continuará sendo aceito no sistema municipal. Ele esclareceu que a mudança se aplica apenas à circulação de dinheiro dentro dos ônibus.
“Não estamos proibindo o uso de dinheiro na cidade do Rio de Janeiro. Essa informação é incorreta e constitui fake news. Acredito que a Lei de Contravenções Penais se aplica mais aos operadores do sistema anterior do que ao que estamos implementando agora”, declarou Eduardo Cavaliere.
Pagamento em dinheiro será permitido em pontos específicos
O prefeito esclareceu que os passageiros ainda poderão pagar suas passagens em dinheiro ao comprar ou recarregar créditos em máquinas de autoatendimento, bilheteiras do BRT e locais credenciados pelo Jaé.
“Esse anúncio não limita o pagamento em moeda local. O que muda é a forma como isso ocorrerá dentro dos ônibus. Quem desejar usar dinheiro para embarcar poderá fazê-lo sem problemas, desde que realize a compra nas ATMs ou nas bilheteiras da prefeitura. É simples assim”, afirmou Cavaliere.
A nova medida entrará em vigor no dia 30 de maio. A partir dessa data, aqueles que optarem por utilizar dinheiro terão que realizar a compra ou recarga antes de embarcar.
Alerj levanta preocupações sobre falhas e exigências
Dionísio Lins também expressou preocupação sobre o que ocorrerá caso o validador apresente problemas durante as viagens. O deputado comparou a exigência do uso do cartão à prática de venda casada e destacou que uma parte significativa da população pode não necessitar dos cartões disponibilizados no Rio.
A Comissão de Transportes da Alerj informou ter recebido dados do Sindicato dos Rodoviários indicando que aproximadamente 12 mil cobradores perderam seus empregos desde a introdução da bilhetagem eletrônica.
A mudança proposta pela prefeitura exigirá adaptação tanto dos habitantes quanto dos turistas. O município anunciou o lançamento de uma campanha educativa com banners nos ônibus para informar os usuários sobre o fim do pagamento em espécie nos coletivos.



