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Rio de Janeiro dá adeus ao dinheiro nos ônibus e adota pagamento somente com cartão, gerando controvérsias

Medida valerá a partir de 30 de maio

Divulgue pra geral:

A decisão de eliminar o pagamento em dinheiro nos ônibus do Rio de Janeiro a partir de 30 de outubro gera opiniões divergentes entre os cidadãos. Enquanto alguns veem a medida como um passo para a modernização, outros expressam preocupações quanto à rigidez da nova norma, e há aqueles que aceitam a proposta, mas pedem ajustes. A administração municipal afirma que essa mudança visa aprimorar a fiscalização financeira, acelerar o embarque dos passageiros, aliviar os motoristas das responsabilidades relacionadas ao manuseio de dinheiro e aumentar a segurança durante as viagens.

Carlos Antônio da Silva, de 46 anos, morador da Rocinha e técnico em logística, apoia a iniciativa: “É importante que os motoristas não precisem mais lidar com o recebimento de dinheiro. A tecnologia está aqui para ajudar. Em outras cidades já funciona assim. Reconheço que algumas pessoas enfrentarão dificuldades, mas é preciso acompanhar a evolução. O BRT e o VLT já operam dessa forma; os ônibus também precisam se adaptar.”

Sabrina de Souza, uma babá de 37 anos residente em Guadalupe e que trabalha no Leme, discorda da implementação rápida da mudança. Ela critica o curto prazo para adaptação dos usuários ao novo sistema, anunciado apenas 15 dias antes da sua efetivação. Segundo ela, turistas e moradores de áreas próximas que utilizam os ônibus ocasionalmente serão os mais afetados: “O tempo é insuficiente. Os passageiros mereciam um período maior para se ajustarem. Especialmente as pessoas idosas ou aquelas menos familiarizadas com tecnologia terão dificuldades para baixar o aplicativo que substituirá o cartão Jaé.”

Isabelly Lucas Alves, jovem aprendiz de 21 anos que vive no Vale do Ipê em Belford Roxo e trabalha no Humaitá, também considera o período de adaptação muito curto: “Acabei de saber dessa mudança hoje pela manhã através da minha mãe. São apenas 15 dias para nos adaptarmos.”

Herick Enzo Andrade Alves, de 24 anos e morador do Complexo do Alemão, defende a medida proposta pela prefeitura. Ele acredita que muitos já fazem uso regular do pagamento via cartão ou aplicativo: “Pessoalmente, não uso mais dinheiro. Embora algumas pessoas mais velhas possam ter dificuldade, existe a opção do cartão gratuito. Vejo poucas pessoas pagando com dinheiro diariamente.”

Marinalva Batista, de 50 anos e residente no Complexo da Maré, disse não estar ciente da nova regra e criticou a decisão: “E se eu perder meu cartão? Isso me prejudicará.”

Alessandro Augusto Cardoso, vendedor de 45 anos morador de Ramos, aponta tanto prós quanto contras na proposta. Para ele, o sistema digital facilita o embarque dos passageiros; no entanto, ele alerta sobre possíveis falhas: “Já houve reclamações sobre cartões recusados na catraca mesmo com saldo disponível. Nos primeiros dias do Jaé foram muitas queixas. Para funcionar corretamente, tudo precisa operar bem.”, destaca.

Marcos Santana, pedreiro de 44 anos que mora no Engenho da Rainha e trabalha na Tijuca, defende que os passageiros deveriam ter liberdade para escolher seu método de pagamento: “As pessoas precisam ter todas as opções disponíveis. Uma vez precisei pegar um BRT sem ter cartão e acabei dependendo da boa vontade de outra passageira.”

Fabiano Braun, um morador de 48 anos do Batan em Realengo na Zona Oeste do Rio, vê essa transformação como um avanço inevitável: “É preciso aceitar e torcer para que funcione bem.”, conclui.

Informações e entrevistas coletadas durante a análise do cenário atual.

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