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Indústria de parques e entretenimento no Brasil projeta R$ 11,5 bilhões em aportes financeiros

Setor recebeu 143 milhões de visitantes em 2025 e registrou crescimento de faturamento e geração de empregos, aponta estudo apresentado no Rio

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O Brasil está passando por um novo período de crescimento em seu setor de parques e atrações turísticas. De acordo com a quarta edição do Panorama Setorial – Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil, lançada nesta quarta-feira (13) durante o 7º SINDEPAT Summit, realizado no Rio de Janeiro, o segmento conta com R$ 11,5 bilhões em investimentos projetados para os próximos anos. Deste montante, R$ 7,1 bilhões serão alocados em novos projetos que surgirão em diversas partes do país.

Este estudo, desenvolvido pelo Sindepat em parceria com a Adibra e produzido pela Noctua, revela que os parques e atrações brasileiras atraíram 143 milhões de visitantes em 2025, o que representa um aumento de 4,8% se comparado ao ano anterior. O faturamento do setor também teve um crescimento significativo, alcançando R$ 9,5 bilhões, uma elevação de 12,8% em relação a 2024.

O levantamento analisou um total de 869 empreendimentos, englobando parques temáticos, aquáticos, naturais e centros de entretenimento familiar. Pablo Morbis, presidente do Conselho do Sindepat, mencionou que esses números demonstram a confiança do setor na capacidade do turismo brasileiro mesmo diante de uma economia desafiadora.

“Os dados do Panorama mostram que o setor continua evoluindo, investindo e acreditando no potencial turístico do Brasil apesar das dificuldades econômicas atuais,” comentou Morbis. Ele ressaltou que cada investimento feito em parques ou atrações impacta diretamente o desenvolvimento econômico e social das regiões turísticas.

“Quando um parque realiza investimentos, os efeitos vão além da simples diversão; isso gera empregos, qualifica profissionais e fortalece a distribuição de renda dentro da cadeia turística,” completou.

Atualmente, o setor é responsável por mais de 202 mil postos de trabalho diretos e indiretos, representando um aumento de 6% em comparação ao ano anterior. Pedro Cypriano, CEO da Noctua, destacou que os dados também indicam um progresso constante na criação de empregos diretos nas atrações que participaram das edições anteriores do estudo.

No entanto, apesar desse crescimento contínuo, o setor enfrenta desafios relacionados à retenção de funcionários. A taxa de rotatividade observada foi de 46,2%, considerada elevada embora inferior à média nacional estimada em 56%.

Entre os investimentos planejados estão 70 novos projetos identificados nesta edição do Panorama Setorial. Esses projetos envolvidos totalizam R$ 7,1 bilhões em novos aportes e mais R$ 4,4 bilhões em reinvestimentos nos empreendimentos já existentes. Paulo Kenzo, presidente da Adibra, enfatizou que esses reinvestimentos são uma parte fundamental da dinâmica contínua do setor.

“Buscar novas atrações e melhorias na experiência dos visitantes faz parte da nossa rotina. Inovação e criatividade estão no DNA do nosso segmento,” afirmou Kenzo.

A maior parte dos investimentos novos está direcionada para parques aquáticos e temáticos, que juntos representam mais da metade dos aportes planejados. Em termos regionais, os recursos se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil; no entanto, há projetos previstos para 17 estados e 41 cidades diferentes.

Outro dado relevante apresentado pelo estudo indica que cerca de 31% dos novos empreendimentos devem ser inaugurados ainda este ano. Além disso, quase metade dos projetos considera modelos de timeshare ou multipropriedade como estratégias para financiamento e expansão.

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