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Debate no PL sobre a possível saída de Cláudio Castro do palanque após ação da PF

A operação da Polícia Federal contra Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, agravou a pressão dentro do PL para que o ex-governador desista da disputa ao Senado

Divulgue pra geral:

A operação conduzida pela Polícia Federal na última sexta-feira (15/05) direcionou o foco para o ex-governador Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, intensificando a pressão sobre o PL para que Castro não participe da campanha da direita no Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas por Tainá Falcão/CNN.

Os líderes do partido analisam que a situação jurídica enfrentada por Castro pode comprometer sua candidatura ao Senado de maneira definitiva. O principal receio é que as complicações legais do ex-governador possam prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro, que deverá ser o responsável por coordenar o palanque bolsonarista no estado.

Dentro do PL, membros da sigla que apoiarão Flávio expressam descontentamento com a determinação de Castro em continuar na corrida eleitoral, mesmo em meio a investigações. Além da operação mais recente, seus aliados mencionam as investigações acerca do RioPrevidência e sua relação com o Banco Master.

Perigo de contaminação no palanque

A suspeita envolvendo o RioPrevidência indica que recursos pertencentes a aposentados e pensionistas teriam sido aplicados em ativos de alto risco do Banco Master, durante um período em que a instituição já era alvo de supervisão pelo Banco Central.

Nos bastidores, figuras próximas ao PL sugerem que Cláudio Castro deve desistir da candidatura ao Senado antes que seja afastado pela própria direita no estado. A interpretação é de que o ex-governador deixou de ser um trunfo eleitoral e agora representa um obstáculo à formação da chapa.

A situação se complicou ainda mais com a Operação Sem Refino, aprovada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Esta investigação investiga indícios de lavagem de dinheiro, fraudes fiscais, evasão de divisas e ocultação patrimonial envolvendo empresas do setor petrolífero ligadas ao grupo Refit.

Cláudio Castro já estava debilitado no Rio

Antes dessa nova ação da PF, Cláudio Castro já enfrentava uma crise tanto política quanto jurídica. Em março deste ano, ele se afastou do governo do Rio durante um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisava alegações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

O resultado do TSE foi a declaração de inelegibilidade por oito anos para Castro, alterando os planos do grupo liderado por Jair Bolsonaro no estado. Até então considerado uma peça-chave para a composição da chapa do PL, sua situação agora gera desconforto entre os interlocutores do partido.

Atualmente, membros da cúpula do PL avaliam que a presença contínua de Castro na disputa eleitoral é problemática. Eles acreditam que o ex-governador está isolado e deve abdicar da candidatura ao Senado para evitar danos adicionais ao palanque bolsonarista no Rio.

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