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Crescimento do setor vitivinícola no Rio se destaca como o maior do Brasil, revela especialista em evento na Alerj

O III Congresso Desafios do Enoturismo no Estado do Rio de Janeiro começou nesta terça-feira, 19 de maio, no Palácio Tiradentes, sede histórica da Alerj.

Divulgue pra geral:

De acordo com o especialista Rogério Dardeau, o segmento de vinhos no Rio de Janeiro é o que apresenta maior crescimento no Brasil. Dardeau, que é escritor e doutorando em Geografia pela PUC-Rio, compartilhou essa análise durante a abertura do III Congresso Desafios do Enoturismo no Estado, evento que ocorreu nesta terça-feira, 19 de maio, no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Este congresso atraiu um público diversificado, incluindo pesquisadores, produtores, representantes governamentais e instituições ligadas à indústria do vinho e ao turismo rural. As atividades seguem nesta quarta-feira, 20 de maio, das 9h às 18h.

A palestra inaugural foi conduzida por Rogério Dardeau, que traçou um panorama sobre a produção de uvas e vinhos no estado. Ele destacou o crescente interesse pela vitivinicultura no Rio de Janeiro: “Esta terceira edição do congresso mobiliza empresários, autoridades públicas e a sociedade em geral em torno desse tema. Há uma intensa movimentação relacionada ao vinho na região”, afirmou.

Durante sua apresentação, Dardeau também mencionou que o rápido crescimento do setor traz consigo desafios para a estruturação dos roteiros turísticos nas regiões da Serra e Centro-Sul Fluminense, locais que concentram a maioria das vinícolas do estado. “Esse avanço pode complicar a organização dos roteiros turísticos nessas áreas. O congresso desempenha um papel crucial ao reunir os diversos envolvidos nesse setor”, acrescentou.

Potencial econômico do enoturismo

O deputado estadual Luiz Paulo (PSD), mediador do evento, enfatizou a importância de fortalecer o enoturismo e a economia das regiões produtoras. “O objetivo deste congresso é impulsionar o enoturismo, que abrange visitas a vinícolas e hotéis nas áreas produtivas. Isso não só beneficia as diversas regiões do estado como também valoriza a produção de vinhos e promove o nome do Rio de Janeiro. Consequentemente, gera emprego e aumenta a renda local. Para os moradores de estados vizinhos como Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, visitar a Serra fluminense se torna uma opção acessível e de qualidade”, comentou.

O deputado Jair Bittencourt (PL) também ressaltou as oportunidades econômicas disponíveis no interior fluminense. Segundo ele, o turismo vinculado à produção rural pode potencializar a geração de renda e fortalecer a agricultura familiar. “O Rio de Janeiro possui uma produção excepcional com grandes empreendedores já se estruturando para receber turistas. O turismo rural é um caminho natural para promover o desenvolvimento econômico local”, declarou.

A mesa inaugural contou com a presença do professor Gláucio Marafon; Marcelo Corenza, representante da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj); Cristhiane Oliveira da Embrapa; além de representantes da Sebrae-RJ, Faerj, Embrapa Agrobiologia, Viniserra e Aviva.

Gláucio Marafon comentou que este congresso representa uma agenda consolidada em pesquisas sobre o desenvolvimento rural no estado: “Estamos desenvolvendo uma pesquisa sobre diferentes setores rurais fluminenses como café, queijo e cerveja; agora estamos focados na crescente produção de uvas e vinhos finos. O evento congrega pessoas envolvidas na produção e na prática do enoturismo no estado”, explicou.

Marcelo Corenza destacou que esse setor abre novas possibilidades econômicas para o Rio de Janeiro e pode levar ao reconhecimento das origens dos produtos locais: “O turismo associado à viticultura está crescendo rapidamente e representa uma nova vertente econômica para o estado. A Faperj tem apoiado iniciativas voltadas ao agro e às indicações geográficas. Estamos esperançosos quanto à possibilidade de registrar um vinho fluminense com indicação geográfica no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em breve”, afirmou.

Cristhiane Oliveira defendeu que o progresso territorial deve ir além do simples aumento na produção: “Desenvolvimento não diz respeito apenas ao aumento da produtividade ou potencial comercial; trata-se também da capacidade administrativa e da justa distribuição da riqueza gerada nos territórios”, disse.

Legislação em prol da vitivinicultura

Organizado pelo Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio, o congresso reuniu secretarias estaduais, universidades e produtores vitivinícolas fluminenses.

No âmbito legislativo na Alerj, está em tramitação o Projeto de Lei nº 7.000/2026, proposto pelo deputado Luiz Paulo, visando impulsionar a cadeia produtiva da uva e do vinho no estado carioca: “Estamos empenhados em fortalecer todos os pontos discutidos aqui. Este projeto está avançando na Alerj porque acreditamos ser fundamental para o setor”, ressaltou.

No segundo dia do congresso haverá uma mesa dedicada aos impactos da vitivinicultura nos municípios fluminenses. O evento será encerrado com uma rodada de discussões visando elaborar uma agenda comum para os participantes envolvidos no setor.

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