Acidente durante atração turística resulta em ação civil contra Norwegian Cruise Line
Um turista de Nova York decidiu entrar na Justiça contra a Norwegian Cruise Line após sofrer um acidente durante uma das atrações mais populares das Bahamas. Jason Gordon foi mordido por um dos famosos porcos nadadores enquanto participava de uma excursão na ilha privativa Great Stirrup Cay, tendo sofrido ferimentos graves que exigiram tratamento médico urgente e medidas preventivas contra doenças infecciosas.
Detalhes do incidente e consequências médicas
O turista viajava a bordo do navio Norwegian Escape em agosto de 2025 quando decidiu participar do passeio intitulado “Swimming Pigs Tour”, uma das experiências mais procuradas entre visitantes das Bahamas. A atividade foi contratada através do balcão de atividades do próprio cruzeiro, oferecendo o que prometia ser uma experiência segura e agradável com os animais.
Conforme documentado na ação civil, Gordon seguia corretamente as orientações dos guias locais e interagia com os porcos quando um dos animais o mordeu inesperadamente na parte inferior da perna direita. A mordida provocou uma laceração profunda com múltiplas perfurações, causando sangramento significativo e deixando ferimentos que necessitariam de intervenção médica profissional.
Quatro dias após o incidente, já de volta aos Estados Unidos, Gordon procurou atendimento emergencial. Os médicos precisaram fechar a ferida com pontos de sutura e administrar antibióticos intravenosos para prevenir infecções secundárias. Devido aos riscos de contaminação por patógenos animais, o paciente também foi submetido à profilaxia pós-exposição contra a raiva, incluindo vacinação antirrábica e aplicação de imunoglobulina.
Negligência na divulgação de riscos
A ação processual sustenta que a Norwegian Cruise Line foi negligente ao não informar adequadamente sobre os riscos inerentes à atividade. Segundo Gordon, os materiais promocionais da empresa descreviam os porcos como criaturas amigáveis, fofas e entusiasmadas, incentivando os turistas a alimentá-los e nadar ao seu lado. Contudo, não havia alertas suficientes sobre a possibilidade concreta de mordidas, ferimentos profundos ou transmissão de doenças.
O passeio é comercializado com um preço que parte de US$ 197,99 para adultos e US$ 159,99 para crianças, apresentando a experiência como segura e familiarizada. A ação argumenta que o turista jamais teria participado da atividade caso tivesse sido adequadamente informado sobre os perigos envolvidos. Gordon alega ainda que o passeio era excessivamente perigoso ou não era conduzido por profissionais adequadamente treinados e supervisionados.
Danos reclamados e impacto na vida do turista
Na ação, Gordon reclama indenização por danos físicos significativos, angústia emocional, perda da qualidade de vida e incapacidade temporária. O turista também alerta para uma possível desfiguração permanente ou contínua resultante dos ferimentos. Além dos prejuízos à saúde, Gordon documentou a perda de parte de suas férias planejadas e custos financeiros adicionais relacionados ao tratamento médico.
Alertas de saúde sobre os porcos nadadores
Embora o passeio com os porcos nadadores seja uma atração amplamente conhecida e promovida nas Bahamas, autoridades internacionais de saúde alertam constantemente sobre riscos sérios. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informam que até mesmo porcos aparentemente saudáveis podem transmitir enfermidades como leptospirose, criptosporidiose e ascaridíase.
Mordidas e arranhões causados pelos animais podem expor turistas a infecções bacterianas e parasitárias presentes na água contaminada por fezes e urina dos porcos. Esses riscos biológicos representam uma ameaça real à saúde dos visitantes, especialmente quando não são adequadamente comunicados antecipadamente.
Casos anteriores e preocupações contínuas
Este não é um incidente isolado. Em 2025, uma mulher afirmou ter desenvolvido uma infecção por vermes parasitas após participar da mesma atração nas Bahamas. Em 2019, a modelo fitness Michelle Lewin viralizou nas redes sociais após ser mordida por um porco durante a gravação de um comercial no arquipélago, evidenciando que tais acidentes não são raros.
Organizações de defesa dos direitos animais também têm criticado a expansão do turismo baseado na exploração dos porcos para entretenimento, argumentando que a situação está “fora de controle” e levantando sérias questões sobre o bem-estar físico e mental dos animais envolvidos nessas atividades comerciais.
