Home NotíciasBotafogo Associativo Contesta Bloqueio de Ações da SAF Movido por John Textor

Botafogo Associativo Contesta Bloqueio de Ações da SAF Movido por John Textor

by Guilherme Salles

Disputa Judicial no Botafogo: Associação Desafia Bloqueio de Ações da SAF

A ala associativa do Botafogo de Futebol eProgresso entrou formalmente no processo movido por John Textor contra a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), buscando rejeitar o bloqueio das ações societárias. Em petição direcionada ao desembargador Luiz Eduardo Canabarro do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o clube social contesta as alegações do empresário americano e argumenta pela participação formal da associação no processo como parte interessada.

Os Argumentos da Ala Associativa

O clube social afirma que John Textor omitiu documentos cruciais que contradizem sua tese de que a Eagle Football Holdings Bidco deveria pagar R$ 150 milhões ao empresário pela transferência de 90% das ações do Botafogo. Como proprietária de 51% das ações da SAF, a associação pede ao desembargador que analise toda a documentação societária pública antes de tomar qualquer decisão.

A ala associativa sustenta que a dívida alegada por Textor é inexistente e que o bloqueio das ações poderia prejudicar significativamente o processo de recuperação judicial do clube. Além disso, argumenta que a medida comprometeria a entrada de novos investimentos previstos para a sequência dos procedimentos e dificultaria o funcionamento operacional do Botafogo.

Análise das Demonstrações Financeiras

Como principal argumento técnico, o social aponta que as demonstrações financeiras auditadas da Eagle Bidco não registram qualquer dívida da quantia alegada em favor do americano. O clube ressalta ainda que, como era o próprio Textor o controlador da holding no momento da entrada dos novos investimentos, seria sua responsabilidade registrar contabilmente uma possível dívida.

A Posição de John Textor

Contrariado com sua saída do Botafogo, o magnata americano alega que deveria receber R$ 150 milhões pela venda dos 90% das ações da SAF para a Eagle Football Holdings Bidco. Com base nessa alegação, Textor solicitou à Justiça fluminense uma liminar para bloquear as ações ou registrar um protesto contra a alienação, visando impedir a chegada da GDA Luma como nova investidora do clube.

Detalhes da Operação Contestada

O Botafogo associativo ressalta que a operação não foi uma compra e venda tradicional, mas sim realizada por meio de capitalização e emissão de participação societária. Essa diferença é fundamental, pois altera completamente a natureza jurídica da transação e sua contabilização.

Outro ponto levantado pela associação é que John Textor aguardou quase quatro anos para formular a alegação de inadimplemento, sem qualquer cobrança formal, notificação ou registro contábil do suposto crédito durante esse período. Esse lapso temporal questiona a própria legitimidade do reclamo.

Documentação Apresentada

Para comprovar como ocorreu a operação entre Textor e seus ex-sócios que assumiram o comando da empresa, o Botafogo social apresentou ao Tribunal de Justiça documentos datados de 11 de novembro de 2022, que detalham a entrada de capital na Eagle Bidco. Esses registros servirão como base factual para a análise do desembargador Luiz Eduardo Canabarro.

Impacto Potencial da Decisão

A decisão do tribunal poderá impactar significativamente o futuro do Botafogo, tanto no aspecto administrativo quanto financeiro. Um bloqueio das ações prejudicaria o andamento da recuperação judicial e poderia afastar potenciais investidores interessados no clube, como a GDA Luma, cujo aporte estava previsto para as próximas semanas.

related posts

Leave a Comment