No início de 2026, o Rio de Janeiro revela transformações nas preferências dos turistas internacionais. Informações da Embratur indicam que o estado experimentou um aumento de 17% no número de visitantes estrangeiros durante os três primeiros meses do ano. Essa elevação sugere uma alteração no perfil do público, que agora valoriza mais experiências práticas, contato com a natureza e uma imersão no cotidiano carioca.
Dentre as atividades que têm atraído essa nova demanda, o surf se destaca consideravelmente. Na Escola de Surf Ariel Gioranelli, localizada nos postos 1 e 2 da Barra da Tijuca, houve um aumento significativo na procura por aulas por parte de turistas estrangeiros nos últimos meses. Os argentinos estão à frente na busca, seguidos por norte-americanos, franceses e chilenos.
Ariel Gioranelli, fundador da escola, comenta que muitos desses turistas chegam sem experiência anterior no esporte, mas com o desejo de vivenciar essa prática como parte da cultura local. “Eles querem se envolver, aprender e compreender o que é o Rio além das atrações turísticas convencionais”, ressaltou.
A oferta de aulas personalizadas, ajustadas ao nível de habilidade de cada aluno, tem sido um diferencial atrativo para esse público. Embora muitos visitantes permaneçam apenas por poucos dias na cidade, eles buscam experiências mais completas. A escolha pela Barra da Tijuca como local para a prática do surf também é favorável; sua extensa faixa de areia e as diversas condições do mar a tornam ideal para iniciantes, oferecendo mais espaço e menos concorrência em comparação a praias como Ipanema e Leblon.
Além das qualidades naturais da região, aspectos como infraestrutura adequada, variedade na oferta hoteleira e facilidade de acesso aumentam ainda mais a atratividade desse destino. Gioranelli acrescenta que o ambiente mais calmo da Barra da Tijuca favorece o aprendizado e proporciona aos visitantes estrangeiros uma maior sensação de segurança durante a prática do surf.



