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Queda na inadimplência de aluguéis no Rio atinge patamar mais baixo em cinco meses

Índice recuou para 3,77% em abril, mas segue acima da média nacional; imóveis de menor valor continuam concentrando os maiores atrasos nos pagamentos.

Divulgue pra geral:

No mês de abril, o Rio de Janeiro observou uma diminuição na taxa de inadimplência dos contratos de aluguel, atingindo o nível mais baixo em cinco meses. Conforme os dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, a taxa caiu para 3,77%, abaixo dos 4,14% registrados em março.

Essa queda representa uma redução de 0,37 ponto percentual em comparação ao mês anterior e também é ligeiramente inferior ao índice observado em abril de 2025, que foi de 3,88%. Apesar dessa melhora, o Rio ainda apresenta um percentual acima da média nacional, que se estabeleceu em 3,18%.

Especialistas do setor comentam que essa queda pode indicar uma leve melhoria na capacidade de pagamento dos locatários. No entanto, alertam que a situação ainda requer vigilância. Fatores como inflação elevada, juros altos e pressão no orçamento familiar continuam a ser preocupações para proprietários e imobiliárias.

Analisando as taxas regionais, o Sudeste apresentou uma inadimplência de 2,94%, ficando abaixo da média do país. O Nordeste liderou o ranking nacional com uma taxa de 4,98%, seguido pela região Norte com 4,37%. Em contrapartida, a região Sul registrou o menor índice do Brasil, com apenas 2,65%.

Quando se observa os diferentes tipos de imóveis no Sudeste, os comerciais são os que ainda apresentam as maiores taxas de inadimplência, embora tenham mostrado sinais de melhora. A inadimplência nesse segmento caiu para 3,92%. As casas seguem em segundo lugar com uma taxa de 3,20%, enquanto os apartamentos obtiveram a menor taxa registrada: 2%.

Os dados também revelaram que os contratos com valores menores são os mais suscetíveis à inadimplência. Em todo o Brasil, imóveis residenciais cujo aluguel é inferior a R$ 1 mil apresentaram a maior taxa desse tipo, alcançando 5,56% em abril. Para imóveis comerciais nessa mesma faixa de preço, a inadimplência foi ainda maior: 7%.

Por outro lado, contratos residenciais que ficam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil tiveram um desempenho notável com apenas 1,71% de inadimplência.

Outro aspecto relevante observado foi a diminuição dos atrasos nos imóveis residenciais de alto padrão. Os contratos com aluguéis superiores a R$ 13 mil apresentaram uma taxa de inadimplência de 4,52% em abril. Apesar desse percentual ainda estar entre os mais altos do mercado residencial, esse segmento tem mostrado uma tendência de queda ao longo dos últimos meses.

O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é formulado com base em dados anonimizados coletados de mais de 800 mil locatários em todo o território nacional. O estudo considera inadimplentes aqueles contratos cujos boletos estão abertos há mais de 60 dias ou foram quitados com atraso superior a esse prazo.

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