A recente implementação de um quebra-molas na Rua Leopoldo Miguez, situada em Copacabana, gerou novas controvérsias entre os motoristas e residentes locais. Esta via, que já enfrentava críticas pela lentidão do tráfego e dificuldades de circulação, não teve sua situação melhorada, conforme relatos divulgados pela coluna Ancelmo Gois.
A Leopoldo Miguez, que se estende entre as ruas Nossa Senhora de Copacabana e Barata Ribeiro, conecta a Constante Ramos à Djalma Ulrich em um trecho curto, mas com desafios estruturais significativos. A rua é estreita, permitindo a passagem de apenas um veículo por vez e possui estacionamento em ambos os lados: um lado com vagas em ângulo de 90 graus e o outro em 45 graus, o que compromete ainda mais o espaço disponível para o trânsito.
Os moradores expressam que o novo redutor de velocidade não aborda a questão principal da rua. A falta de registros frequentes de alta velocidade gera questionamentos sobre a eficácia da nova medida.
“Esta não era uma rua onde se registrava alta velocidade. O problema nunca foi esse. Nunca vi ninguém acelerando aqui”, disse Carlos Lopes, aposentado.
A organização das vagas de estacionamento também é alvo de críticas, sendo considerada um fator crucial para os engarrafamentos na área. Além disso, moradores ressaltam a dificuldade de visibilidade em cruzamentos, agravada pelos veículos estacionados nas proximidades das esquinas.
“Por exemplo, nas ruas Bolívar e Barão de Ipanema, deveria ser proibido estacionar do lado esquerdo próximo ao cruzamento. Bastaria eliminar duas vagas para melhorar a visibilidade. O verdadeiro risco não é a velocidade, mas sim a incapacidade de enxergar”, comentou Márcia Aguiar, biomédica.
Em janeiro deste ano, após reclamações sobre os problemas na região, a CET-Rio informou que estava analisando mudanças na configuração do estacionamento na Leopoldo Miguez, uma demanda antiga dos residentes. Contudo, essa proposta ainda não foi colocada em prática.
Recentemente, a companhia declarou que optou pela instalação do quebra-molas como uma solução alternativa para moderar o tráfego e alertar os motoristas quanto à redução da velocidade nos acessos às vias transversais que apresentam maior fluxo.
Quanto às possíveis alterações nas vagas de estacionamento, a CET-Rio destacou que o assunto continua sendo discutido com a associação local de moradores. Essa avaliação considera o impacto na quantidade de vagas disponíveis, visto que muitos edifícios na área não possuem garagens; uma reconfiguração poderia resultar em uma redução aproximada de 50% no número total de espaços disponíveis.



