No último sábado, o diretório estadual do PT no Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, apoiar a candidatura de Eduardo Paes (PSD) para o governo do estado nas eleições de 2026. Durante a mesma reunião, o partido anunciou que a deputada federal Benedita da Silva será a candidata ao Senado na chapa liderada pelo ex-prefeito do Rio. Essa decisão solidifica a colaboração entre os petistas e a equipe de Paes no estado.
A resolução aprovada estabelece uma conexão com o projeto nacional que visa à reeleição do presidente Lula. A liderança fluminense do partido acredita que o palanque de Eduardo Paes será crucial no cenário carioca, mesmo considerando que o PSD conta com Ronaldo Caiado, governador de Goiás, como pré-candidato à presidência. Paes já manifestou seu apoio à reeleição de Lula.
Essa formalização do apoio representa um aprofundamento de uma relação que já estava sendo cultivada entre as partes. Em 2024, a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, tinha já apoiado a reeleição de Paes na capital. Agora, essa parceria avança para uma disputa em nível estadual após Paes deixar seu cargo na prefeitura em março para se candidatar ao Palácio Guanabara.
Além da aliança eleitoral, o diretório também se posicionou sobre a crise sucessória no estado. O partido defendeu que a escolha do novo ocupante do mandato-tampão no governo do Rio deve ocorrer através de uma eleição direta. Em comunicado oficial, foi destacado que essa alternativa é mais apropriada para garantir a participação popular e respeitar os princípios democráticos.
Esse assunto ganhou relevância após a renúncia de Cláudio Castro e a vacância na vice-governadoria, situação que levou à presidência interina do Tribunal de Justiça do Rio ao desembargador Ricardo Couto. No Supremo Tribunal Federal (STF), o debate sobre como proceder na sucessão permanece em aberto. A discussão foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, e uma liminar do ministro Cristiano Zanin assegura que Ricardo Couto continue no cargo até que haja uma decisão final da Corte.
Embora tenha havido um gesto de união entre as partes, as composições da chapa geraram algumas discordâncias internas dentro do próprio partido. Washington Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, expressou surpresa ao saber da necessidade de rediscutir a primeira suplência da candidatura de Benedita da Silva e afirmou que esse tema ainda deverá ser abordado em um encontro estadual previsto para maio. Contudo, a decisão tomada neste sábado confirma oficialmente a adesão do PT fluminense ao projeto governamental de Eduardo Paes.
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