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Preços de presentes para o Dia das Mães aumentam acima de 20% no Rio, mas opções acessíveis ainda estão disponíveis, revela estudo

Levantamento da Universidade Veiga de Almeida com base no IPCA mostra inflação desigual entre categorias e espaço para substituição de consumo

Divulgue pra geral:

Nos últimos 12 meses, os preços de bens e serviços relacionados ao Dia das Mães apresentaram um comportamento variado, com algumas categorias registrando aumentos significativos, enquanto outras sofreram quedas.

Um estudo realizado pela Universidade Veiga de Almeida (UVA) a partir do IPCA de março, que foi divulgado pelo IBGE, revela que os produtos tradicionalmente escolhidos como presentes tiveram variações que oscilaram entre -9,68% e +20,95% no Rio de Janeiro. Durante esse mesmo período, o índice geral no Brasil alcançou 4,14%.

Dentre as categorias que mais se valorizaram, as joias e bijuterias se destacaram com uma alta de 20,95% no estado carioca, superando consideravelmente a inflação média.

Durval Meirelles, professor de Economia da UVA, comenta: “A instabilidade no cenário internacional tem impactado o câmbio de maneira significativa. Isso afeta diretamente produtos como joias e bijuterias, que dependem de insumos metálicos como ouro e prata, que são sensíveis às flutuações do mercado global. Além disso, datas comemorativas como o Dia das Mães incentivam ajustes de margem por parte do varejo.”

Além disso, os sapatos femininos também apresentaram um aumento expressivo de 8,46%, enquanto o grupo de calçados e acessórios teve uma elevação de 4,49% em 12 meses. Em contrapartida, as roupas femininas mostraram uma alta mais modesta de apenas 1,14%, abaixo da média geral.

O economista observa: “As lojas têm adotado descontos mais vantajosos para os consumidores no setor de vestuário. Isso ajuda a manter os preços sob controle mesmo com o aumento da demanda durante as datas sazonais.”

No entanto, alguns subitens enfrentaram queda nos preços nesse período. As bolsas tiveram uma redução de 2,50%, enquanto os perfumes mantiveram-se praticamente estáveis com uma variação de -0,11%.

Mesmo diante da elevação na demanda, Meirelles destaca que os varejistas tendem a promover promoções para esvaziar estoques. Itens como bolsas e vestuário são particularmente beneficiados por essa estratégia, contribuindo para um comportamento mais moderado ou até mesmo para a queda nos preços.

No segmento dos bens duráveis, a redução foi ainda mais acentuada. O grupo referente a eletrodomésticos e equipamentos registrou uma deflação significativa de 9,68% em 12 meses. Aparelhos telefônicos também tiveram uma diminuição nos preços de 3,75%.

Meirelles explica: “A queda nos preços é atribuída principalmente à normalização das cadeias globais de produção que ampliaram a oferta desses produtos importados. Além disso, o varejo busca impulsionar as vendas oferecendo prazos mais longos e condições atrativas mesmo em um cenário onde o crédito está mais caro e as famílias estão endividadas.”

No setor de serviços, os resultados foram igualmente variados. Cinema, teatro e concertos apresentaram uma alta de 4,71%, alinhando-se à inflação geral. Isso reflete a recuperação dos preços após o período pandêmico e o retorno da demanda por atividades de lazer. Por outro lado, o preço dos pacotes turísticos caiu 2,64%, influenciado por promoções e ajustes após picos anteriores.

De forma geral, segundo o professor da UVA, o panorama macroeconômico continua repleto de incertezas tanto no ambiente global quanto no nacional. Isso impacta diretamente as decisões dos consumidores.

“Nesse contexto desafiador, os consumidores mostram-se mais sensíveis aos preços. Em datas comemorativas como o Dia das Mães, é comum que as famílias busquem opções mais acessíveis e aproveitem promoções para equilibrar suas emoções ao escolher presentes com as limitações orçamentárias”, conclui Meirelles.

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