Nesta sexta-feira (17), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deteve dois membros de uma quadrilha envolvida no roubo de cargas nas estradas do Espírito Santo. A captura ocorreu em Araruama, na Região dos Lagos, durante uma operação da 18ª DP (Praça da Bandeira), em colaboração com a 40ª DP (Honório Gurgel) e o 4º Departamento de Polícia de Área (DPA).
Um dos detidos é considerado o chefe da organização criminosa. A polícia revelou que ambos já haviam sido condenados anteriormente e estavam se escondendo na localidade fluminense quando foram encontrados.
As investigações indicam que o grupo empregava violência em suas ações, concentrando-se principalmente na BR-101, na área de Viana, no Espírito Santo. Os assaltos ocorriam durante as madrugadas, onde motoristas eram ameaçados e mantidos sob restrição de liberdade, enquanto os caminhões eram levados com cargas variadas, sendo alimentos o principal item roubado.
As detenções são fruto de um rigoroso trabalho de inteligência que resultou na troca de informações entre as polícias civis do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Os mandados executados referem-se a uma condenação relacionada a um crime ocorrido em maio de 2017, quando o grupo parou um caminhão na BR-262, nas proximidades do bairro Bom Pastor, levando uma carga de carnes e outros produtos.
A soma das penas impostas aos dois indivíduos supera os oito anos de prisão. Os investigadores também apontam indícios da participação da quadrilha em pelo menos mais três roubos relacionados ao mesmo frigorífico.
Essa ação faz parte da segunda fase da Operação Torniquete, que visa combater roubos, furtos e receptação de cargas e veículos. Segundo as autoridades policiais, esses crimes contribuem para o financiamento de facções criminosas, fomentando disputas territoriais e sustentando seus membros tanto dentro quanto fora do sistema penitenciário.
Desde setembro de 2024, a operação já resultou na prisão de mais de 900 pessoas. Durante este período, foram recuperadas cargas e veículos avaliados em mais de R$ 52 milhões. As investigações continuam e os pedidos para bloqueio de bens e valores ultrapassam R$ 70 milhões.



