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Nova legislação no RJ busca apoiar mães e pais adotivos na educação infantil

Projeto, intitulado ''Marco Legal Mães na Ciência'', foi aprovado em 1ª discussão pela Alerj e agora segue para 2ª votação

Divulgue pra geral:

Na última quinta-feira, dia 30 de abril, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) iniciou o processo para aprovar o Projeto de Lei 6.656/25, que estabelece o Marco Legal Mães na Ciência no estado.

O projeto, desenvolvido pelo deputado Carlos Minc (PSB), ainda requer uma segunda votação na Alerj antes de sua aprovação final.

A proposta visa criar diretrizes e normas que garantam apoio, igualdade e compensações para mães e adotantes no contexto acadêmico, com a finalidade de assegurar a continuidade e avanço dessas mulheres em seus estudos tanto na graduação quanto na pós-graduação.

Além disso, o texto aborda aspectos relacionados à participação em seleções e à manutenção de bolsas voltadas para ensino, pesquisa e extensão.

Proibição de Critérios Discriminatórios

A iniciativa está em conformidade com as diretrizes do Programa Estadual de Incentivo ao Protagonismo das Mulheres na Ciência.

Entre as principais medidas propostas, está a proibição de critérios discriminatórios nos processos seletivos e na renovação de bolsas. O projeto menciona situações relacionadas à gestação, parto, nascimento ou adoção especificamente.

Adicionalmente, é vedada a inclusão de perguntas sobre planejamento familiar durante entrevistas ou formulários de inscrição, salvo se a candidata decidir abordar o tema por conta própria.

Mecanismos para Promover Equidade nas Instituições Estaduais

A proposta exige que as instituições públicas estaduais, em colaboração com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), implementem mecanismos que incentivem a equidade.

Esses mecanismos devem levar em consideração o trabalho de cuidado associado à maternidade e adoção durante a avaliação do mérito acadêmico, produtividade científica e análise curricular.

Carlos Minc ressalta que sua proposta respeita a autonomia didático-científica e administrativa das universidades públicas estaduais. No entanto, estabelece diretrizes gerais que reconhecem formalmente as atividades ligadas ao cuidado.

“Com a implementação desses mecanismos de reconhecimento e equidade, essa legislação contribuirá para um sistema universitário mais justo e sustentável. Isso assegura que o talento e o potencial científico das mães e adotantes não sejam ignorados, além de preservar uma diversidade de perspectivas essenciais para inovações nas áreas de ciência e tecnologia”, afirmou Carlos Minc.

A proposta conta com a coautoria dos demais deputados da Alerj.

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