Em um movimento recente, a Prefeitura de Nova Iguaçu anunciou a criação da Superintendência de Museus, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, menos de trinta dias após a abertura do primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio. A nova entidade foi revelada na última sexta-feira (15/05) e terá como objetivo principal a elaboração de políticas públicas voltadas para o setor museológico.
A nova superintendência será encarregada de desenvolver projetos técnicos e buscar financiamento junto aos governos federal e estadual, além de estabelecer parcerias com instituições culturais e de fomento. O intuito é fomentar a criação de novos museus e fortalecer ações relacionadas à memória, ciência, patrimônio e identidade cultural local.
Com essa iniciativa, Nova Iguaçu passa a contar com uma estrutura específica dedicada à política pública de museus, algo ainda raro no estado. Conforme informações da Prefeitura, estruturas semelhantes estão presentes apenas na cidade do Rio de Janeiro, em Petrópolis e no Governo do Estado do Rio.
Cidade avalia novos museus
Entre as propostas que estão sendo estudadas está o Museu da Cidade de Nova Iguaçu, localizado no Centro, além do Museu de História Natural e o Museu Vila de Iguassú. Os dois últimos serão instalados no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Tinguá, onde também está situado o recentemente inaugurado MAE.
Outro projeto considerado prioritário é a recuperação da Fazenda São Bernardino, um dos principais patrimônios históricos da cidade. Está prevista a licitação do projeto executivo com recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A administração municipal planeja converter este local em uma casa-museu.
Esse anúncio acontece pouco antes da celebração do Dia Internacional dos Museus, que ocorre em 18 de maio. A gestão atual se comprometeu em transformar a cultura em um instrumento contínuo para educação, turismo, preservação histórica e desenvolvimento social.
A proposta inclui a criação de um circuito cultural que una a antiga Vila de Iguassú à história da Baixada Fluminense, além do patrimônio ambiental e a formação social da região.
“Nova Iguaçu possui uma herança histórica muito rica, mas por muito tempo nossos jovens não tiveram acesso ao conhecimento sobre a importância cultural e histórica da própria cidade e da Baixada Fluminense. Investir na cultura é também despertar esse interesse, criar senso de pertencimento e ampliar horizontes”, declarou Dudu Reina, prefeito da cidade.
O prefeito ressaltou que os novos projetos poderão abrir oportunidades profissionais para os jovens locais. “A cultura transforma vidas, educa e gera oportunidades. Desejamos que nossos jovens tenham acesso à arte, pesquisa e memória, possibilitando enxergar caminhos profissionais relacionados ao turismo, cultura, educação e preservação patrimonial dentro da própria cidade. Ao fortalecer a cultura, estamos também solidificando o futuro de Nova Iguaçu”, completou.
Além dos esforços para preservar a cultura local, a Prefeitura enxerga um grande potencial turístico e econômico nos novos equipamentos culturais planejados para Tinguá. Essa região é rica em patrimônio histórico, ambiental e arqueológico e tem sido incluída em diversas iniciativas voltadas para valorização cultural e desenvolvimento sustentável.



