Nos últimos dois meses, 120 motoristas foram penalizados por despejo irregular de resíduos nas ruas do Rio de Janeiro. Essas infrações ocorreram entre 10 de abril e 2 de junho, coincidindo com o início da colaboração entre a Comlurb e a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), que visa intensificar a fiscalização sobre o tema.
Das autuações realizadas, 59 foram registradas no período entre 1º de maio e 2 de junho, o que demonstra um crescimento no número de infrações durante a operação.
No município do Rio, o descarte inadequado de lixo é considerado um crime ambiental conforme a Lei Federal nº 9.605/98, podendo resultar em multas que variam entre R$ 157 e R$ 3.000, dependendo do tipo e da quantidade de resíduos descartados.
A questão do descarte irregular contribui para a grave situação de poluição enfrentada na cidade.
Recentemente, foi revelado que a qualidade do ar no Rio de Janeiro atingiu níveis alarmantes, impactando diretamente a saúde da população local. Um estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia aponta que mais de 90% dos adultos residentes na capital fluminense vivem em áreas com altos ou extremos índices de poluição atmosférica.
A pesquisa estima que cerca de 4,2 milhões de cidadãos estão expostos a altas concentrações de material particulado fino (MP2.5), um poluente que está relacionado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Dentre os 164 bairros analisados, 107 foram classificados como apresentando poluição extrema. Áreas como Vigário Geral, Caju, Bonsucesso, Manguinhos, Benfica e São Cristóvão se destacam com os índices mais elevados. Por outro lado, bairros como Alto da Boa Vista, Grajaú, Tijuca e Jardim Botânico mostraram os menores níveis de poluição registrados na pesquisa.



