Na última quinta-feira (9), agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram a liberação de duas jiboias (Boa Atlântica) no Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB), localizado em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As serpentes foram resgatadas por bombeiros e posteriormente entregues aos profissionais do Inea.
Após serem recuperadas, as jiboias passaram por avaliações veterinárias que confirmaram sua boa saúde, permitindo assim seu retorno ao ambiente natural. Entretanto, uma terceira jiboia foi encaminhada para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), pois não estava apta para a soltura imediata.
Essa cobra, que mede quase dois metros, receberá os cuidados necessários até que esteja pronta para ser reintroduzida em seu habitat. Vale destacar que jiboias são serpentes grandes e, quando avistadas fora das áreas protegidas, não devem ser manipuladas ou se aproximar delas. Especialistas recomendam que a população entre em contato com as autoridades competentes, que possuem equipes treinadas para o manejo seguro dos animais e da comunidade.
Com a capacidade de alcançar até quatro metros de comprimento, as jiboias se destacam por serem não venenosas e frequentemente têm comportamentos noturnos, embora possam ser vistas durante o dia em busca de abrigo.
Essas serpentes podem ser encontradas em várias regiões da América Central e estão presentes em praticamente todos os biomas do Brasil, incluindo a Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Amazônia.
Sobre o parque
O Parque Estadual da Pedra Branca possui uma área total de 12.491 hectares e abriga uma biodiversidade impressionante. No local, foram registradas 479 espécies de fauna: 43 espécies de peixes, 20 de anfíbios, 27 de répteis, 338 de aves e 51 de mamíferos.
A unidade de conservação cobre regiões de 17 bairros na Zona Oeste carioca. Sua sede está situada no Pau da Fome, em Jacarepaguá, e conta ainda com núcleos nos bairros Camorim (também em Jacarepaguá), Piraquara (Realengo) e no Posto Avançado Quilombola em Vargem Grande, este último nomeado em homenagem à comunidade Quilombola Cafundá Astrogilda.



