Na noite de quinta-feira, 16 de abril, um incidente envolvendo um cachorro da raça pitbull ocorreu em um condomínio localizado no bairro de Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Gabriela Betazi foi a vítima do ataque, supostamente instigado por Felipe Sobral Canha, namorado da jovem, conforme relatos de vizinhos.
Os moradores do local afirmam que as discussões entre o casal são frequentes e que este não foi o primeiro episódio em que Gabriela foi mordida pelo animal. O caso já está sendo investigado pela 21ª Delegacia de Polícia (DP).
Após ser atacada, Gabriela foi encaminhada ao Hospital Getúlio Vargas, onde recebeu atendimento para ferimentos na cabeça e no corpo, mas já teve alta. Paulo Roberto Alves Cardoso, um vizinho que tentou intervir durante o ataque, também acabou sendo agredido pelo cachorro.
A secretária municipal de proteção e defesa dos animais, Jeniffer Coelho, relatou que os moradores informaram que Felipe é usuário de drogas e estava em surto no momento do ataque. Ele teria incitado o cachorro a atacar Gabriela e ela ainda conseguiu evitar que o animal mordesse crianças próximas.
Além disso, os residentes do condomínio expressaram preocupação quanto à segurança com a presença do pitbull solto: “As pessoas estavam sempre amedrontadas. O cachorro já havia atacado outros animais antes. É uma irresponsabilidade completa. O animal não é culpado, mas não deve ficar sob a responsabilidade de alguém tão instável, pois isso coloca em risco a vida dos demais moradores”, lamentou a secretária.
O pitbull vivia em condições precárias dentro de um apartamento e foi retirado para o Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura, situado em Santa Cruz, na Zona Oeste.
Segundo as Leis 3.205/1999 e 4.597/2005, cães das raças pitbull, fila, doberman e rottweiler devem circular em espaços públicos (como ruas e praças) apenas entre 22h e 5h, sempre com guia com enforcador e focinheira. A legislação também determina que esses animais sejam esterilizados a partir dos seis meses.
Luiz Ramos Filho, representante da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, comentou sobre a situação: “Se as leis não estão sendo cumpridas, é necessário reavaliá-las e discutir melhorias. Medidas urgentes devem ser adotadas para garantir que tutores irresponsáveis sejam responsabilizados por colocar outras vidas em risco.”



