Novas fotografias da fauna silvestre em áreas restauradas foram recentemente divulgadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio do programa Florestas do Amanhã, sob a coordenação da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. As imagens foram capturadas por armadilhas fotográficas instaladas em regiões de plantio localizadas em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana.
O monitoramento realizado revela a presença de animais nativos em locais que têm passado por recuperação desde janeiro de 2022. No último ano, os equipamentos conseguiram registrar 12 mamíferos diferentes e um gavião-pombo-pequeno, uma espécie ameaçada de extinção.
A área monitorada é considerada ambientalmente estratégica, fazendo limite com o Parque Estadual dos Três Picos e conectando-se à Reserva Ecológica de Guapiaçu. O plantio promovido pela secretaria ocupou espaços anteriormente abertos, contribuindo para a formação de um corredor florestal contínuo.
Rodrigo Mascarenhas, secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, comentou: “O monitoramento demonstra concretamente que a restauração florestal traz benefícios reais para a biodiversidade. Estamos testemunhando áreas que eram degradadas há poucos anos retornarem ao seu papel ecológico, proporcionando abrigo, alimento e rotas de deslocamento para diversas espécies nativas.”
Desde o início das atividades de reflorestamento, mais de 50 mil mudas foram introduzidas na região onde os animais foram observados. Ao todo, cerca de 30 hectares já foram reflorestados com árvores que ultrapassam os 5 metros de altura.
Em outras áreas de Cachoeiras de Macacu, o programa já implantou aproximadamente 300 mil mudas, o que corresponde a 194 hectares dedicados à restauração ecológica.
As iniciativas não apenas recuperam a vegetação nativa, mas também favorecem o surgimento de novas espécies vegetais. Em 2022, as equipes plantaram 25 espécies diferentes; atualmente, já se observa uma diversidade que supera as 60 espécies.
No momento, o Florestas do Amanhã está implementando ações em 14 municípios distintos, incluindo Guapimirim, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Magé.
A expectativa é que neste ano sejam reflorestados mais 400 hectares com cerca de 650 mil mudas em diversas áreas do estado. O investimento planejado é de R$ 60 milhões por meio de uma parceria com o BNDES.
O monitoramento da fauna nos últimos meses revelou a presença de espécies grandes e médias utilizando as áreas restauradas. Um dos destaques foi uma família de antas provenientes de um projeto local dedicado à reintrodução da espécie.
As fotos capturadas mostram antas adultas e filhotes, sugerindo que o ambiente oferece condições adequadas para as diferentes etapas da vida desses animais.
Além disso, as armadilhas fotográficas registraram onça-parda, jaguatirica, irara e cachorro-do-mato entre outras espécies. A presença desses predadores e dispersores de sementes sugere uma melhoria na qualidade ambiental da área.
O reflorestamento não só beneficia a fauna local como também desempenha um papel crucial na proteção da bacia hidrográfica Guapi-Macacu, essencial para o fornecimento de água à Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A bacia representa a principal fonte hídrica para a parte leste da Baía de Guanabara, onde residem cerca de 2,5 milhões de pessoas.
A recuperação da vegetação nativa contribui para minimizar a sedimentação causada pelas chuvas nas estradas não pavimentadas. Com menos sedimentos sendo transportados para os rios, há uma melhora direta na qualidade da água e na preservação dos ecossistemas locais.



