No mês de abril, o estado do Rio de Janeiro gerou 11.741 novos empregos com registro formal, totalizando 33.913 postos criados desde o início de 2026, conforme levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Este número representa um aumento em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 32.058 vagas.
O setor de Serviços se destacou ao apresentar crescimento no ritmo de contratações em relação aos quatro primeiros meses do ano anterior. O saldo nesse segmento subiu de 26.944 para 30.232 vagas entre 2025 e 2026. As categorias que mais contribuíram para esse resultado incluem os trabalhadores nas áreas de manutenção predial, com 5.117 novas oportunidades, além de agentes e assistentes administrativos, que totalizaram 3.381 postos, e auxiliares na alimentação, com 1.904 vagas.
Por outro lado, na Indústria, foram criados 10.439 empregos entre janeiro e abril deste ano, um número inferior em 833 vagas ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. Apesar da desaceleração geral no setor industrial, a Construção mostrou um desempenho positivo.
A Construção impulsiona os resultados industriais
O setor da Construção registrou a criação de 9.355 postos de trabalho no acumulado até abril, superando em 3.210 as vagas abertas nos quatro primeiros meses de 2025, que contaram com um saldo de 6.145 empregos. As atividades que mais contribuíram para essa expansão incluem Obras de Infraestrutura, com 3.578 vagas criadas; Serviços Especializados para Construção, com 1.380; e Construção de Edifícios e Incorporação Imobiliária, com 1.187 novas oportunidades.
Entre as ocupações industriais que apresentaram maior crescimento estão os ajudantes em obras civis, com um total de 3.261 vagas; alimentadores das linhas de produção, que registraram 1.209; e trabalhadores dedicados à manutenção dos edifícios, contabilizando 1.017 postos.
Comércio apresenta resultados negativos acumulados
<pNo campo da Agropecuária, foram abertos apenas 99 postos entre janeiro e abril deste ano, o que representa uma queda de 74 vagas em relação ao mesmo período do ano passado. As funções que se destacaram positivamente incluíram pescadores em águas costeiras e alto-mar (123 novas vagas), trabalhadores agrícolas focados na cultura de gramíneas (70) e extrativistas e reflorestadores que atuam com madeira (62).
O setor do Comércio foi o único entre os grandes segmentos a registrar um saldo negativo em seu acumulado para o ano corrente, com a perda de 6.857 postos — uma situação pior do que a observada nos quatro primeiros meses de 2025 (quando foram fechadas -6.331 vagas). A maior parte dessa redução ocorreu no Comércio Varejista, que eliminou cerca de 10.468 empregos.
Ainda assim, algumas funções dentro desse setor mostraram resultados positivos: técnicos e auxiliares de enfermagem abriram um total de 961 novos postos; almoxarifes e armazenistas somaram outros 613; enquanto trabalhadores responsáveis por embalagem e etiquetagem registraram a criação de mais 396 oportunidades.


