Recentemente, o MapBiomas divulgou o Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no Brasil, apontando um aumento significativo nas favelas do país ao longo das últimas quatro décadas. De acordo com o estudo, as favelas triplicaram a área ocupada em todo o território nacional.
Os terrenos de alta declividade também registraram um crescimento de 150%, com destaque para cidades como Rio de Janeiro (1.730 hectares), São Paulo (5.260) e Minas Gerais (1.057).
O especialista Julio Pedrassoli alerta para a preocupante tendência de concentração de favelas em regiões metropolitanas, onde as metrópoles, embora concentrem riqueza, também enfrentam graves problemas estruturais, especialmente diante das mudanças climáticas em curso.
A análise de dados entre os anos de 1985 e 2024 revelou que a área urbanizada em favelas cresceu 2,75 vezes em relação ao registrado no primeiro ano da pesquisa.
Em 1985, foram registrados 53,7 mil hectares de áreas urbanizadas em favelas, enquanto em 2024 esse número saltou para 146 mil hectares. Esses dados evidenciam o crescimento anual das áreas urbanizadas nas favelas e comunidades urbanas.
A cidade de Manaus se destaca como líder no ranking de áreas urbanizadas em favelas em ambos os anos analisados, com um aumento de 2,6 vezes no período. Outras cidades do Norte e Nordeste também figuram nas posições seguintes da lista.
Os estados do Pará (7.450 hectares), Rio de Janeiro (5.260) e São Paulo (4.650) se destacam por concentrar áreas ocupadas por comunidades periféricas em locais de risco, com até três metros de distância vertical de áreas de drenagem.
Segundo a pesquisa, essa categoria teve um crescimento de 200%, com o Rio de Janeiro apresentando uma das maiores proporções (43%) de áreas urbanizadas em cotas críticas, mais sujeitas a riscos de enchentes e deslizamentos.



