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Estudantes do Caju enfrentam insegurança após fechamento de escola devido a problemas estruturais e infestação de pragas

Na semana passada, os estudantes começaram a ter aulas em um prédio da Central do Brasil. No entanto, o local também já apresentou problemas

Divulgue pra geral:

Na semana passada, alunos do Colégio Estadual Jornalista Maurício Azedo, situado na Vila Olímpica do Caju, foram deslocados para um novo endereço na Central do Brasil. Essa mudança ocorreu em decorrência do fechamento da instituição original em janeiro, após serem recebidas denúncias sobre condições precárias, como paredes soltas, infiltrações e infestações de baratas e ratos.

De janeiro a maio deste ano, os estudantes do colégio enfrentaram aulas remotas ou foram direcionados a outros locais para as atividades escolares, incluindo a Fundação Gol de Letra, que também está localizada no bairro do Caju.

A infraestrutura do Colégio Jornalista Maurício Azedo foi erguida em 2015 utilizando contêineres. Na época, foi anunciado que essa estrutura seria temporária, com duração prevista de apenas um ano. Entretanto, relatos indicam que a escola já apresentava problemas desde 2023.

No entanto, a nova localização na Central do Brasil não trouxe alívio para alunos e educadores. O prédio carece de área externa e o elevador apresentou falhas, resultando na necessidade de carregar um estudante cadeirante nos braços para que ele pudesse acessar a sala de aula.

Além disso, tanto estudantes quanto funcionários levantaram preocupações acerca do transporte disponibilizado pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Embora tenham sido contratados três ônibus pela Seeduc para levar os alunos até a nova instalação, há uma demanda por mais veículos devido ao número elevado de estudantes.

“Precisamos de pelo menos quatro ônibus ou talvez até mais. A Seeduc firmou contrato com a empresa Tias Denise’s e numerou os assentos dos ônibus baseando-se no público do ensino fundamental II. Isso resulta em três alunos por banco; porém, nossos alunos são do ensino médio, o que torna os ônibus insuficientes”, explicou uma fonte consultada.

Uma nova promessa indica que em dezembro deste ano haverá uma realocação para um imóvel situado a 350 metros da antiga sede do Colégio Jornalista Maurício Azedo, que será demolido. O Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC) Tiradentes deverá acolher a nova unidade escolar denominada Jornalista Maurício Azedo Brasil – Índia. Contudo, tanto alunos quanto funcionários permanecem inseguros quanto ao futuro da instituição.

Histórico Escolar

No final do ano passado, um grupo composto por professores, responsáveis e alunos formalizou uma denúncia ao Ministério Público sobre as condições inadequadas no Colégio Jornalista Maurício Azedo. Em janeiro deste ano, um técnico da Defesa Civil visitou o local e decidiu interditar o prédio enquanto solicitava uma vistoria à Seeduc.

No dia 23 de março de 2023, recebeu-se autorização da Seeduc para que as aulas fossem conduzidas remotamente. Apesar disso, a direção da escola estabeleceu um acordo com uma assistente social da Gol de Letra para realizar encontros presenciais três vezes por semana nas dependências da fundação.

A construção da escola foi resultado da colaboração entre os governos municipal, estadual e federal. A empresa responsável pela estrutura em contêiner pertencia ao empresário Eike Batista.

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