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Emprega Cultura RJ lança plataforma gratuita para conectar talentos da economia criativa

O Governo do Estado do Rio de Janeiro lança nesta sexta-feira (1º) o Emprega Cultura RJ, programa gratuito voltado à geração de empregos na economia criativa. A plataforma vai reunir currículos, vagas e dados sobre profissionais e empresas do setor cultural.

Divulgue pra geral:

Nesta sexta-feira (1º), o Governo do Estado do Rio de Janeiro apresenta o Emprega Cultura RJ, um programa destinado a fomentar empregos na economia criativa local. A coordenação da iniciativa ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, conhecida como SececRJ, e terá início em uma plataforma digital.

A nova plataforma funcionará como um banco público e gratuito de talentos. Profissionais da cultura e da economia criativa poderão inserir seus currículos, enquanto empresas e instituições do setor terão a oportunidade de divulgar vagas e encontrar candidatos qualificados.

Inspirado pela Agência do Trabalhador do Paraná, que oferece atendimento presencial e orientação profissional, o Emprega Cultura RJ começará sua trajetória online. Essa primeira fase permitirá mapear profissionais e identificar demandas e oportunidades em todos os 92 municípios fluminenses.

Plataforma voltada para diversos segmentos da economia criativa

O programa abrange uma ampla gama de áreas dentro da economia criativa. Artistas, como atores, atrizes, músicos e diretores poderão se cadastrar, assim como profissionais técnicos, incluindo operadores de som, iluminadores, maquiadores e outros participantes da cadeia produtiva cultural.

Luiza Borges, superintendente de Economia Criativa da SececRJ, enfatiza que o conceito de economia criativa vai muito além das artes convencionais. “Quando falamos em economia criativa, estamos incluindo não apenas teatro, dança, música e cinema, mas também gastronomia, design, moda, arquitetura e desenvolvimento de softwares. Todos esses campos fazem parte desse universo”, afirma Luiza Borges.

As empresas também poderão criar um cadastro na plataforma. Após a inscrição inicial, as informações passariam por uma verificação pela secretaria para evitar fraudes ou ofertas falsas.

“Nós iremos validar as informações recebidas para garantir a autenticidade das vagas cadastradas. Assim que as empresas disponibilizarem suas oportunidades, nós encaminharemos os currículos que mais se encaixam no perfil desejado”, explica Borges.

Banco público e gratuito de talentos

Uma característica distintiva do Emprega Cultura RJ em relação a outras plataformas é seu caráter público e gratuito, focado exclusivamente na economia criativa. O objetivo é atender tanto profissionais quanto empresas, produtores culturais e empreendedores.

“Atualmente, uma empresa de pequeno ou médio porte gastaria uma quantia significativa para contratar através dessas plataformas pagas. Para uma produtora que realiza apenas um projeto a cada semestre, não faz sentido firmar um contrato anual com uma plataforma deste tipo”, ressalta Luiza Borges.

A SececRJ será responsável pela curadoria técnica dos currículos recebidos e fará o encaminhamento dos perfis mais adequados às vagas disponíveis. A triagem ficará a cargo da Superintendência de Economia Criativa, que irá cruzar dados dos profissionais cadastrados com as oportunidades oferecidas.

Recentemente, a plataforma passou por um período de testes que durou cerca de um mês. Nesse intervalo, foram coletados 62 currículos e nove cadastros de empresas.

Mapeamento do setor cultural

Além da conexão entre trabalhadores e oportunidades profissionais, o Emprega Cultura RJ desempenhará um papel estratégico para o governo estadual ao ajudar a mapear os envolvidos na economia criativa no Rio de Janeiro.

A iniciativa está alinhada aos esforços da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), reestruturada em julho do ano passado. O MinC também desenvolve a política Brasil Criativo, que prioriza a geração de emprego como um dos seus objetivos centrais.

“Estamos focando nas dificuldades e potencialidades dos trabalhadores da cultura. Essa abordagem é essencial visto que ainda não existe um mapeamento completo desses profissionais no estado”, observa Luiza Borges.

A superintendente acrescenta que os dados coletados pelo programa serão fundamentais para que a secretaria possa formular políticas públicas mais eficazes para o setor cultural.

“Isso também nos permite realizar um extenso mapeamento desses trabalhadores e das empresas atuantes na economia criativa”, destaca Borges.

Análise das necessidades formativas

O mapeamento também ajudará a identificar lacunas na formação profissional dentro do setor. Considerando que as leis de incentivo à cultura representam uma fonte significativa de renda para muitos artistas, a secretaria busca compreender onde há maior demanda por profissionais capacitados.

“Temos dentro da secretaria a Escola de Cultura dedicada ao treinamento dos gestores culturais. Se identificarmos uma necessidade específica no mercado audiovisual sem muitos profissionais qualificados disponíveis, podemos colaborar com entidades como o Sebrae para desenvolver cursos voltados para essa demanda”, explicou Luiza Borges.

A proposta é que o Emprega Cultura RJ opere em três frentes: cadastramento de profissionais, disponibilização de vagas e mapeamento das empresas do setor criativo. Com isso, o governo pretende fortalecer a cadeia produtiva cultural e ampliar as oportunidades laborais em todo o estado.

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