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Diretoria de Saúde da Prefeitura emite comunicado sobre paralisação; profissionais de saúde questionam

Os sindicatos de médicos (Sinmed-RJ) e enfermeiros (SindEnfRJ) do Rio de Janeiro aprovaram uma greve parcial de um mês, a partir do dia 2 de março

Divulgue pra geral:

A situação da greve na saúde pública do município do Rio de Janeiro continua sem solução. Nesta terça-feira (03/03), um ofício assinado pelo subsecretário de atenção primária, Renato Cony, foi enviado aos médicos e enfermeiros na tentativa de resolver a paralisação. No entanto, o sindicato da categoria se mostrou contrário às propostas.

Entre as recomendações enviadas no ofício da Secretaria Municipal de Saúde através da subsecretaria de atenção primária estão:

As equipes afetadas pela paralisação não devem sobrecarregar as demais com atividades eletivas passíveis de adiamento. Para casos urgentes, o gestor da unidade mediará o acolhimento por outra equipe de saúde da família.

O ofício também proíbe a entrada de profissionais e pacientes nas unidades de saúde, manifestações individuais ou em grupo nas dependências da unidade, bem como afixar cartazes ou qualquer material de divulgação relacionado à paralisação. Além disso, não é permitido utilizar logotipos, marcas e contas oficiais em redes sociais para divulgar informações sobre a greve, exceto por recomendação da subsecretaria ou da assessoria de comunicação social.

O descumprimento das orientações ou casos de faltas e excessos devem ser registrados e reportados para as instâncias competentes. Declarações à imprensa por gestores municipais devem ocorrer com conhecimento e supervisão da assessoria de comunicação social da SMS-Rio.

Por outro lado, o Sindicato dos Médicos do Rio Janeiro (SINMED/RJ) emitiu uma nota em resposta ao ofício da Secretaria Municipal de Saúde, reforçando a legalidade da greve e garantindo que os profissionais estejam cientes de seus direitos.

Os sindicatos de médicos (Sinmed-RJ) e enfermeiros (SindEnfRJ) do Rio de Janeiro decidiram por uma greve parcial de um mês, a partir de 2 de março, para os profissionais que atuam em unidades municipais de saúde da família. Até 2 de abril, médicos da família e enfermeiras irão trabalhar em uma escala de trabalho 50/50.

A decisão pela greve foi tomada como resposta a uma reunião com representantes da Prefeitura do Rio que não avançou. Os profissionais de saúde questionam as demissões realizadas e o atraso no pagamento de variáveis desde 2023, sem compromisso para quitar valores pendentes de 2024 e 2025.

Os sindicatos definiram novas pautas como inegociáveis, incluindo a reversão das demissões e o fim das retaliações aos grevistas. A greve será de 50% para garantir o funcionamento de atividades essenciais, mas aumentará para 70% nos dias das assembleias marcadas. No dia 11/03, representantes das categorias irão se reunir com os responsáveis pelas Organizações Sociais para discutir detalhes do contrato de trabalho.

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