No último domingo (7), três balões de grandes dimensões caíram em diferentes cidades da região, atraindo a atenção de moradores e turistas. Um dos artefatos aterrissou perigosamente próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Araruama, enquanto os outros dois foram parar no mar em Cabo Frio e Armação dos Búzios.
Em Araruama, o incidente ocorreu no centro da cidade. Cidadãos registraram em vídeo o momento em que a enorme estrutura começou a descer, atingindo uma área com grande fluxo de pessoas, muito perto da unidade de saúde. As gravações mostram o balão se aproximando da fiação elétrica e do solo, gerando pânico devido ao risco iminente de incêndio ou blecaute na localidade.
Resgate na água
Nos municípios adjacentes, os balões encontraram seu destino no oceano. Em Armação dos Búzios, o objeto foi visto cruzando os céus do balneário antes de cair nas águas. Após a queda, pilotos de jet ski que estavam na área rapidamente recuperaram a lona e a estrutura metálica que flutuavam, evitando danos adicionais à navegação e à vida marinha. Na cidade de Cabo Frio, o terceiro balão caiu no mar em Tamoios, que é o segundo distrito do município.
Aspectos legais
A legislação brasileira proíbe a fabricação, venda, transporte e soltura de balões, conforme estipulado pelo Artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). As penalidades para esses crimes variam de um a três anos de detenção, além de multa.
“Soltar balão mata”, alerta porta-voz dos Bombeiros
As ocorrências geraram preocupação no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz da corporação, ressaltou os riscos que essa prática impõe à população e à infraestrutura estadual.
“Soltar balão mata; é crime e representa um perigo real ao meio ambiente, à segurança pública e à vida das pessoas. Esses artefatos são responsáveis por diversos incêndios tanto em áreas urbanas quanto em florestas, resultando em prejuízos materiais significativos, destruindo vegetação e colocando vidas em risco”, afirmou o oficial.
O tenente-coronel também alertou que os riscos extendem-se ao espaço aéreo do estado do Rio. Os balões podem colidir com aeronaves ou serem sugados pelas turbinas de aviões e helicópteros, potencialmente ocasionando tragédias na aviação civil e comercial.



