No dia 7 de abril, terça-feira, o Vasco da Gama inicia sua participação na Copa Sul-Americana de 2026. O clube carioca enfrentará o Barracas Central no Estádio Florencio Sola, localizado em Banfield, às 19h (horário de Brasília). Com foco no Campeonato Brasileiro nesta temporada, a equipe decidiu deixar de lado parte do elenco principal para esta partida na Argentina. Entre os 25 atletas que viajaram, cerca de metade é composta por jogadores do time sub-20.
Embora essa escolha possa levantar questionamentos, especialmente por ser a estreia na competição e pelo fato de a temporada ainda estar no início, é compreensível, considerando o alto número de jogos e o desgaste físico enfrentado pelos jogadores. Um aspecto que se destaca é que o treinador Renato Gaúcho também não estará presente. Ele permanecerá no Rio de Janeiro e não dirigirá a equipe contra o Barracas Central; essa responsabilidade ficará com Marcelo Salles, um de seus assistentes.
A razão para essa decisão é que Renato focará no treinamento da equipe titular ao longo da semana no CT Moacyr Barbosa, preparando-se para o próximo confronto do Vasco pelo Brasileirão, marcado contra o Remo no sábado (11/04), às 16h30 (horário de Brasília), no Estádio Mangueirão em Belém, Pará.
É importante destacar que entre a vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio em São Januário no dia 22 de março e o empate em 1 a 1 com o Coritiba na última quarta-feira (01/04) no Couto Pereira, o Cruzmaltino teve um intervalo de nove dias para treinar – um tempo valioso considerando a intensa agenda das competições nacionais.
Adicionalmente, essa opção de “autopoupança” não é algo inédito na trajetória de Renato. Em passagens anteriores pelo Grêmio e Fluminense, ele já optou por não acompanhá-los em jogos considerados menos importantes.
Isso leva à especulação – embora não seja uma afirmação definitiva – de que Renato Gaúcho esteja cansado da rotina intensa do futebol e escolha não estar presente durante jogos desgastantes e longas viagens. Mas se esse for realmente o caso, por que continuar exercendo a função de treinador? Será que a motivação mencionada em sua coletiva ao retornar ao Vasco já se esgotou?
Além disso, vale refletir se a Copa Sul-Americana é realmente uma competição tão desprezível assim para um clube que não conquista um título significativo há quase quinze anos. Essas perguntas permanecem sem resposta.
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