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Rio de Janeiro promove simulação inaugural de desocupação de 2026 em comunidades com apoio da Defesa Civil

Defesa Civil do Rio realizou nesta sexta-feira o primeiro simulado de desocupação de 2026 em comunidades da Mangueira e da Praça Seca, com orientações para moradores em áreas de risco

Divulgue pra geral:

Nesta sexta-feira (29/05), a Defesa Civil do Rio de Janeiro promoveu o seu primeiro exercício simulado de desocupação do Sistema de Alerta e Alarme, com vistas ao ano de 2026. A atividade ocorreu em diversas comunidades situadas no Centro e na Zona Oeste da metrópole.

As sirenes foram ativadas em locais como Mangueira, Parque Candelária e Morro do Telégrafo, no Complexo da Mangueira, além do Morro da Barão, Travessa Antonina e Vila Anchieta, na Praça Seca.

Durante o treinamento, os habitantes receberam informações sobre o funcionamento do sistema, incluindo os tipos de mensagens sonoras emitidas pelas sirenes e os passos a seguir em situações emergenciais. As equipes também detalharam como se deslocar para pontos seguros e de apoio.

No Parque Candelária, que serviu como ponto de concentração das equipes no Complexo da Mangueira, aproximadamente 80 moradores participaram ativamente da iniciativa. A Defesa Civil informou que cerca de 10 mil pessoas foram impactadas pelo treinamento nas comunidades envolvidas.

Moradores recebem orientações e serviços

As equipes enfatizaram a necessidade dos residentes reconhecerem o som das sirenes como um sinal de alerta para proteção. A recomendação é que, em caso de acionamento real, os cidadãos sigam as diretrizes da Defesa Civil e se dirijam aos pontos de apoio previamente indicados.

Além disso, durante a mobilização, os moradores puderam se cadastrar no sistema de alertas via SMS e WhatsApp. A ação também ofereceu serviços voltados à atualização de documentos pessoais e cadernetas de vacinação.

A operação contou com a participação de 50 agentes da Defesa Civil e o suporte de 18 órgãos municipais. Estiveram envolvidas as secretarias municipais de Ação Comunitária, Assistência Social, Saúde, Educação e Habitação, assim como a Fundação GEO-Rio e as subprefeituras das regiões Centro e Zona Oeste.

“Os simulados são essenciais para criar uma cultura de prevenção nas comunidades e assegurar que a população saiba como agir em emergências. Quando os moradores reconhecem o alerta e conhecem os procedimentos adequados, conseguimos salvar vidas e minimizar riscos”, afirmou Rodrigo Gonçalves, subsecretário da Defesa Civil.

Sistema funciona desde 2011 no Rio

O Sistema de Alerta e Alarme da Defesa Civil do Rio é pioneiro no Brasil, operando desde 2011 e servindo como modelo para outras cidades e estados. O sistema possibilita o acionamento remoto das sirenes instaladas em áreas geologicamente vulneráveis mapeadas pela Fundação GEO-Rio sempre que há risco potencial de deslizamentos.

A primeira sirene foi instalada no Morro do Borel, localizado na Tijuca. Atualmente, a cidade possui 164 sirenes distribuídas por 103 comunidades. O acionamento é realizado diretamente pelo Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio).

Desde que foi implementado, o sistema teve suas sirenes acionadas 1.096 vezes. Nos últimos anos, foram realizados 862 exercícios simulados nas comunidades assistidas.

A expectativa da Defesa Civil é realizar treinamentos em todas as localidades abrangidas pelo sistema até 2026. Essas atividades são programadas para ocorrer durante os meses com menor precipitação, preparando os moradores antes da chegada dos temporais mais intensos.

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