O estado do Rio de Janeiro receberá três tomógrafos e 20 conjuntos cirúrgicos como parte das iniciativas do Novo PAC Saúde, em uma nova fase de entrega de equipamentos promovida pelo Ministério da Saúde. Essa ação tem como objetivo melhorar a disponibilidade de cirurgias, exames e atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).
A formalização dos contratos ocorreu na quarta-feira (3), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta etapa, o governo federal planeja adquirir um total de 150 conjuntos cirúrgicos e 20 tomógrafos. No total, 300 conjuntos cirúrgicos e 40 tomógrafos serão distribuídos entre 185 municípios em todos os estados do Brasil.
O investimento total para essa ação ultrapassa R$ 546 milhões, dos quais mais de R$ 34 milhões serão destinados aos equipamentos no Rio de Janeiro.
Os novos equipamentos fortalecerão os hospitais fluminenses
Conforme informações do Ministério da Saúde, os dispositivos que chegarão ao estado beneficiarão unidades na capital e em cidades como Araruama, Belford Roxo, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaperuna, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Piraí, Resende, São Gonçalo, Valença, Vassouras e Volta Redonda.
Uma parte dos conjuntos cirúrgicos já foi instalada e está operando no estado, impactando diretamente os procedimentos de média e alta complexidade. Os três tomógrafos serão alocados na capital para aprimorar o atendimento aos pacientes do SUS.
No âmbito nacional, estima-se que os novos conjuntos cirúrgicos possibilitarão a realização de até 428 mil cirurgias eletivas anualmente. O objetivo é eliminar filas de espera, encurtar o tempo necessário para a realização de procedimentos especializados e modernizar a infraestrutura da saúde pública.
Conjuntos cirúrgicos abrangem diversas especialidades
Os conjuntos destinados à cirurgia geral são compostos por seis aparelhos cada um. Eles foram projetados para aumentar a realização de intervenções como vasectomias e laqueaduras, além de outras cirurgias consideradas de baixa e média complexidade.
Por outro lado, os conjuntos oftalmológicos contêm cinco equipamentos cada um. Esses aparelhos têm foco em ampliar a oferta de cirurgias especializadas, incluindo procedimentos mais complexos como as cirurgias de catarata.
A distribuição dos equipamentos está em linha com o programa Agora Tem Especialistas, que visa disponibilizar mais de 1.700 dispositivos para estruturar novas salas cirúrgicas em hospitais públicos e filantrópicos. Essa iniciativa busca descentralizar serviços especializados e reduzir as desigualdades regionais no acesso à saúde.
Informações do Ministério da Saúde apontam que o programa registrou 14,9 milhões de cirurgias eletivas realizadas em 2025, o que representa um aumento de 42% em comparação com 2022. Além disso, contabilizou-se 1,6 bilhão de consultas com especialistas — crescimento de 30% — e 1,3 bilhão de exames realizados — um aumento de 22%.
A aquisição centralizada trouxe economia significativa
A centralização na compra dos conjuntos cirúrgicos gerou uma economia superior a R$ 281 milhões para os cofres públicos. Esse valor corresponde a uma redução de 37,9% sobre o custo inicialmente estimado.
No processo de aquisição dos novos equipamentos, o Ministério da Saúde priorizou produtos fabricados no Brasil como parte da estratégia para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
As entregas iniciaram em fevereiro e continuarão até o final de junho. A doação inclui não apenas a entrega e instalação dos equipamentos mas também treinamento das equipes envolvidas e uma garantia estendida por 36 meses para permitir o uso imediato nas unidades de saúde.



