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Queda nos roubos de carga no Rio contrasta com aumento de 16% no valor dos itens furtados, revela Sindicarga

Estudo apresentado pelo Sindicarga em reunião na Fecomércio RJ aponta queda de 9,4% no número de roubos de carga no estado, mas alta de 16,16% no valor dos bens roubados em 2025.

Divulgue pra geral:

A questão do crescimento do mercado ilegal e as consequências do roubo de cargas na economia fluminense foram discutidas em uma reunião do Conselho de Combate ao Mercado Ilegal da Fecomércio RJ, que ocorreu na quinta-feira (30). O encontro foi liderado por João Gomes, que ocupa o cargo de diretor-executivo do IFec RJ e também é secretário do conselho.

Na ocasião, Filipe Coelho, presidente do Sindicarga, apresentou um levantamento com os dados mais atualizados sobre furtos de cargas no estado. De acordo com informações do Instituto de Segurança Pública (ISP), a pesquisa revelou uma redução de 9,4% nas ocorrências em 2025 se comparado a 2024.

Entretanto, mesmo com essa diminuição nos registros, o valor total dos bens subtraídos aumentou 16,16% no mesmo período. Esse dado acende um sinal de alerta para o setor produtivo sobre a alteração no perfil dos crimes relacionados ao roubo.

“Embora tenha havido uma diminuição nas ocorrências de roubo, o valor das cargas subtraídas foi significativamente maior. Isso afeta a logística e a produtividade das empresas, resultando em um repasse de custos para a sociedade”, declarou Filipe Coelho.

Entre os itens mais almejados pelos ladrões estão os alimentos

Filipe Coelho afirmou que alimentos e produtos semelhantes constituem a maior parte das cargas roubadas no Rio de Janeiro. Ele também mencionou relatos da Associação de Atacadistas e Distribuidores do Estado do Rio de Janeiro (Aderj), que indicam restrições enfrentadas por alguns distribuidores devido à criminalidade em determinadas regiões.

“Conforme relatos da Aderj, há distribuidores que não conseguem vender em certas localidades devido ao controle exercido pelo tráfico local. Como podemos fomentar o desenvolvimento econômico em áreas onde há domínio territorial por grupos criminosos?”, questionou Coelho.

O líder do Sindicarga enfatizou a importância da colaboração entre o setor produtivo e as instituições governamentais para enfrentar essa problemática.

“É fundamental que todos os representantes do setor produtivo trabalhem em conjunto com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para assegurar uma atuação eficaz da segurança pública”, completou Filipe Coelho.

A informalidade agrava a situação econômica

João Gomes, secretário do Conselho de Combate ao Mercado Ilegal da Fecomércio RJ, ressaltou que o roubo de cargas deve ser visto dentro de um contexto mais amplo. Segundo ele, a informalidade e o consumo de produtos ilegais exacerbaram os impactos econômicos e sociais no estado.

“A expansão da informalidade no Rio de Janeiro é alarmante. Além dos roubos de carga, existe também a problemática relacionada à aquisição de produtos oriundos do mercado ilegal pela população. Essa situação se aprofunda com uma interligação entre diversos fatores”, destacou João Gomes.

Renato Almeida, coordenador do Disque Denúncia, defendeu a necessidade de unir esforços e revisar legislações relacionadas à segurança pública.

“Precisamos unir nossos esforços para combater o roubo de cargas. É essencial continuar desenvolvendo ações educativas e conscientizar a população. Também é urgente revisar as leis vigentes sobre segurança pública. Com esses crimes, estamos perdendo receitas importantes e isso precisa ser combatido”, afirmou Renato Almeida.

Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), ressaltou a urgência por um maior suporte às forças policiais.

“Os recursos disponíveis para combater o mercado ilegal são insuficientes. Além disso, é necessário intensificar ações contra o contrabando direcionado a vendedores registrados em marketplaces”, disse Edson Vismona.

As reuniões promovidas pelo Conselho de Combate ao Mercado Ilegal da Fecomércio RJ têm como objetivo reunir propostas provenientes de entidades e representantes do setor produtivo para serem apresentadas aos órgãos públicos competentes. Os temas abordados incluem roubo de cargas, pirataria, contrabando, informalidade e suas repercussões na economia fluminense.

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