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PT mira em enfraquecer a oposição em 2026 na cidade natal de Bolsonaro

A estratégia mira eleitores de centro e direita e ganhou força após a Operação Sem Refino, da Polícia Federal.

Divulgue pra geral:

O Partido dos Trabalhadores (PT) enxerga a eleição para o governo do Rio de Janeiro, agendada para 2026, como uma oportunidade de deteriorar a imagem do bolsonarismo, que tem suas origens na política do estado. A avaliação interna indica que essa campanha pode ser um meio de ligar a direita bolsonarista a um projeto que, segundo os membros do partido, falhou em trazer resultados positivos para a população fluminense.

A estratégia elaborada pelo PT não se restringe apenas ao seu eleitorado tradicional de esquerda. O plano inclui também o engajamento com aqueles localizados entre o centro e a direita, evitando que a disputa se transforme em um confronto ideológico clássico. Para setores do partido, é essencial retratar o bolsonarismo no Rio como um cenário repleto de desgaste político, dificuldades organizacionais e resultados insatisfatórios para a população.

Foco na gestão é prioridade para o PT

Na perspectiva dos petistas, a abordagem mais eficaz deve evitar conflitos diretos entre esquerda e direita. Em vez disso, eles buscam associar as experiências do bolsonarismo no Rio aos problemas relacionados à administração pública, crises políticas e falta de resultados satisfatórios. O objetivo é alcançar eleitores que, mesmo não apoiando o PT, estão descontentes com a situação atual no estado.

A expectativa é que uma campanha centrada nos desafios enfrentados pelo Rio de Janeiro possa ajudar o presidente Lula a conquistar maior apoio junto aos eleitores fluminenses. O estado é considerado um território estratégico para o partido devido à sua recente ligação com o bolsonarismo.

Operação Sem Refino incita otimismo nos petistas

Esse cenário ganhou um novo desdobramento com a deflagração da Operação Sem Refino pela Polícia Federal nesta sexta-feira (15). A ação teve como alvo a Refit e incluiu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador Cláudio Castro.

A investigação foca em alegações de fraudes fiscais, ocultação de bens e evasão de recursos para fora do país. As apurações iniciais indicam que cerca de R$ 52 bilhões em ativos foram bloqueados.

Nos bastidores do PT, essa notícia foi recebida com otimismo. Existe uma crença de que essa operação pode aumentar as chances de vincular o antigo grupo político que governou o estado a uma imagem de crise e desconfiança. Para os membros do PT, esse aspecto pode se tornar um dos principais temas da campanha eleitoral em 2026 no Rio de Janeiro.

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