O cenário publicitário nas ruas do Rio de Janeiro já presenciou diversas situações inusitadas. Entre intervenções impactantes e debates sobre o que deve ou não ocupar os espaços públicos, um episódio recente no Recreio, próximo ao Supermercados Mundial, chamou a atenção até mesmo de quem está acostumado com esse tipo de polêmica.
Um outdoor de uma joalheria foi removido por agentes públicos, mesmo após ter passado por um processo de “pré-censura”. A versão original da peça exibia uma imagem com conotação sensual, mas antes da ação, já havia sido parcialmente encoberta por uma faixa com a palavra “CENSURADO”, que visava ocultar os elementos considerados mais provocativos.
Apesar das medidas tomadas anteriormente, houve uma nova intervenção no local. Recentemente, o outdoor foi retirado com a presença de agentes e os responsáveis pela publicidade receberam multas. O acontecimento rapidamente se tornou um tópico de conversa na comunidade, especialmente nas proximidades do BarraWorld.
De acordo com José Koury, empresário proprietário do shopping e pai das criadoras da marca em questão, essa situação levanta importantes questões sobre a utilização do espaço público. Ele ressalta que em uma área marcada pelo aumento da criminalidade e casos de feminicídio, é notável a agilidade e severidade direcionadas a um outdoor que já havia sido modificado. Koury descreve o ocorrido como um exemplo de hipocrisia por parte da sociedade e defende que essa postura deve ser confrontada.
Outros casos…
Este não é o primeiro incidente no Rio relacionado à publicidade em outdoors. Um episódio notório ocorreu há alguns anos em Ipanema, quando uma marca de crepes ganhou notoriedade não pelos produtos, mas pela controvérsia gerada por seus anúncios que imitavam órgãos genitais. Devido ao nome da empresa, considerado inadequado para os “bons costumes” do bairro, o caso resultou em interdição após intervenção do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro.



