Nos dias 8 e 9 de maio, o Circo Voador será palco do show da Nação Zumbi, que comemora três décadas do álbum “Afrociberdelia”, o segundo trabalho do grupo na formação com Chico Science. Produzido pelo paulista Eduardo Bidlovski (BID), “Afrociberdelia” (1996) é amplamente reconhecido como uma obra-prima da música brasileira e um marco significativo do movimento manguebeat.
O repertório apresentado pela Nação incluirá todas as faixas do disco. Entre os sucessos que farão parte da apresentação estão “Manguetown”, “Maracatu Atômico” e “Macô”, além de outras canções notáveis como “Mateus Enter”, “Etnia”, “Samba do Lado”, “Corpo de Lama”, “Sobremesa”, “Criança de Domingo” e “Amor de Muito”.
Considerada uma das bandas mais influentes da música brasileira, a Nação Zumbi deixou sua marca em uma geração jovem com sua sonoridade distinta e impactante. Formada no início dos anos 1990 em Recife, o grupo, que na época era conhecido como ‘Chico Science & Nação Zumbi’, lançou seu álbum inaugural, “Da Lama ao Caos”, em 1994, reconhecido como um dos discos mais significativos do cenário musical nacional. Em 15 de maio de 1996, a banda apresentou seu segundo álbum, “Afrociberdelia”, que conquistou o 18° lugar na lista dos 100 melhores álbuns da música brasileira segundo a revista Rolling Stone Brasil, destacando-se na transformação da cena musical brasileira nos anos 90.
Com um total de 23 faixas, “Afrociberdelia” explora diversas sonoridades incorporando mais tecnologia, psicodelia e influências de hip hop em comparação ao trabalho anterior do grupo. O álbum inclui músicas icônicas como a versão para “Maracatu Atômico”, escrita por Jorge Mautner e Nelson Jacobina, além de “Corpo de Lama” e “O Cidadão do Mundo”. Participações especiais no disco incluem Fred Zero Quatro, Gilberto Gil e Marcelo D2. Este álbum também é marcado como o último projeto de Chico Science à frente da banda.
A Nação Zumbi continua a ser celebrada por suas performances memoráveis e pelos sucessos que ressoam entre gerações. Com uma mistura explosiva de ritmos e uma sonoridade inconfundível, a banda permanece relevante até os dias atuais. Para o ano de 2026, a formação composta por Jorge Du Peixe (vocal), Dengue (baixo), Toca Ogan (percussão), Marcos Matias e Da Lua (tambores), Tom Rocha (bateria) e Neilton Carvalho (guitarra) já planeja lançar um novo álbum com composições inéditas.



