Nesta sexta-feira (01/05), o Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou à Justiça uma denúncia contra o traficante Márcio Santos Nepomuceno, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno, seu filho Mauro Nepomuceno e mais nove indivíduos, todos acusados de envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A acusação alega que esse grupo estava envolvido no “branqueamento” de recursos obtidos através do tráfico de drogas em diversas comunidades do Rio.
A denúncia é fruto de uma operação conduzida pela Polícia Civil na última quarta-feira (29/04), que resultou na execução de mandados de busca e apreensão, além da prisão dos suspeitos. A 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada revelou que, apesar de estar encarcerado há mais de 20 anos, Márcio, conhecido como Marcinho VP, ainda exerce considerável influência dentro da facção Comando Vermelho, coordenando tanto os recursos financeiros quanto as estratégias para a ampliação da atuação do grupo.
Conforme apontam os promotores, Marcia Nepomuceno era responsável pela gestão financeira do esquema criminoso. As investigações sugerem que ela recebia quantias em dinheiro vivo de membros da facção, como Edgar Alves de Andrade, Wilton Carlos Rabello Quintanilha e Luciano Martiniano. Para disfarçar a origem desses fundos ilícitos, Marcia teria adquirido e gerido empresas, propriedades imobiliárias e até fazendas.
A denúncia também menciona Oruam como um beneficiário direto do esquema. Segundo os documentos da ação penal, ele recebia valores provenientes de atividades ilegais e empregava sua carreira musical para criar uma fachada legal para o dinheiro. Os recursos obtidos teriam sido utilizados em gastos pessoais, viagens, festas e investimentos, com transferências originadas de pessoas ligadas ao tráfico.
Além disso, outros membros do grupo contribuíam para a estrutura criminosa. Lucas Nepomuceno faz parte da família e é descrito como alguém que media ordens e ajudava na administração dos ativos. Por outro lado, Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza (conhecido como Magrão) e Jeferson Lima Assis são identificados como integrantes do núcleo operacional do esquema, sendo responsáveis pela lavagem de dinheiro e atuando como laranjas.
Por fim, a denúncia cita que os líderes nas comunidades seriam Doca, Abelha e Pezão, além de outros indivíduos conhecidos pelos codinomes 2D e Sam. Eles estariam encarregados do tráfico de drogas e da distribuição de uma parte dos lucros ao núcleo familiar.


