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Faetec no Rio inova e aceita óleo de cozinha reciclado como pagamento em curso preparatório

Batizada de “Faetequinho: elos sustentáveis por uma educação de qualidade”, a iniciativa exige que cada estudante entregue 2 litros de óleo reciclável no ato da matrícula e mantenha a mesma contribuição ao longo do curso

Divulgue pra geral:

A Escola Técnica Estadual Juscelino Kubitschek, parte da Faetec e situada no Jardim América, na Zona Norte do Rio de Janeiro, desenvolveu uma abordagem inovadora que combina aprendizado e práticas sustentáveis. A instituição oferece um curso preparatório gratuito voltado para os jovens da comunidade local, solicitando que, em vez de uma mensalidade em dinheiro, os alunos contribuam com óleo de cozinha usado.

Denominada “Faetequinho: elos sustentáveis por uma educação de qualidade”, a proposta requer que cada aluno traga 2 litros de óleo reciclável no momento da matrícula e mantenha essa doação durante todo o curso. Essa informação foi publicada por um portal de notícias.

Lançado em 2014, o programa já coletou mais de 17 mil litros de óleo, conforme dados fornecidos pela escola. Ao longo desse período, 437 estudantes tiveram a oportunidade de participar das aulas preparatórias sem custos. O diretor da unidade, Maicon Lisboa, afirmou que aproximadamente 20% dos alunos conseguiram ser aprovados no processo seletivo da Faetec.

A ideia surgiu a partir da identificação de duas questões pelos educadores: a disposição inadequada do óleo nos rios da região e as dificuldades enfrentadas pelos moradores para acessar o ensino técnico oferecido pela Fundação.

Diante disso, a equipe decidiu transformar o resíduo em uma chance educacional. O curso pré-técnico oferece reforço nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, que são exigidas na seleção da Faetec.

Conforme relatou Caroline Porto, professora de Gestão Ambiental e uma das criadoras do projeto, a iniciativa teve um princípio ambiental focado.

“O projeto nasceu do desejo dos alunos em buscar soluções para melhorar o ambiente onde vivem. Inicialmente, a coleta de óleo visava apenas minimizar os impactos ambientais, mas acabou se tornando também uma ferramenta educativa transformadora”, comentou.

Uma parte do óleo coletado é reaproveitada pelos alunos em oficinas realizadas na própria escola. Após passar por um processo de filtragem e transformação química, o material é convertido em sabão, que é vendido para auxiliar nas despesas do curso ou distribuído entre apoiadores. O restante é enviado a uma cooperativa especializada em reciclagem.

“O óleo passa por um processo químico para ser reaproveitado. Os alunos participam ativamente de todas as etapas, desde a filtragem até o corte e pesagem do sabão, sempre utilizando equipamentos de proteção”, explicou Marcelo Luiz, coordenador do projeto.

Para os estudantes envolvidos na iniciativa, esse projeto representa uma forma concreta de promover a conscientização ambiental. A aluna Emily Monteiro enfatizou como é importante reutilizar algo que normalmente seria jogado fora.

“Achei muito interessante porque é uma maneira sustentável de dar novo uso a algo que geralmente iria para o lixo. É uma ideia incrível”, afirmou.

Dentre os beneficiados pela proposta está Mickaelly Cristinaelue, que participou do curso preparatório, foi aprovada na Faetec e agora retorna ao projeto para apoiar novos alunos.

“Consegui ser aprovada graças ao curso e à orientação dos professores. Eles explicam tudo com muita paciência e dedicação. Agora posso ajudar outros estudantes a terem essa mesma oportunidade”, revelou.

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