A iniciativa Baixada no Centro, relacionada ao projeto Baixada Fluminense: Cores, Saberes e Territórios, já conta com mais de 60 artistas e grupos cadastrados e 13 equipamentos culturais prontos para receber produções vindas da Baixada Fluminense no Centro do Rio.
O objetivo é proporcionar um espaço para que artistas, coletivos e produtores culturais da região possam apresentar seus trabalhos em palcos, galerias e centros culturais da área central da capital. Dessa forma, espetáculos, oficinas, exposições e outras formas artísticas entram em cena.
Dentre os locais já envolvidos estão o Palácio Tiradentes, a Biblioteca Parque e outras instâncias relacionadas ao programa Reviver Cultural. A proposta é aproximar a arte produzida na Baixada de um público que transita diariamente pelo Centro, porém muitas vezes não reconhece esse território como um lugar de representatividade cultural da região.
A campanha parte de uma realidade conhecida por quem vive na dinâmica metropolitana: grande parte das pessoas que trabalham no Centro do Rio residem em cidades da Baixada Fluminense. No entanto, o deslocamento costuma estar mais relacionado ao trabalho do que ao acesso à cultura. O projeto busca justamente intervir nesse ponto, levando para o coração da cidade manifestações que já existem, circulam e contribuem para a identidade para além do eixo mais visível da capital.
Os organizadores acreditam que o Centro do Rio não deve ser apenas visto como o centro geográfico da cidade. Trata-se de um polo econômico e estrutural da região metropolitana, o que reforça a importância simbólica de inserir ali a produção cultural da Baixada.
O diretor da Orquestra Sinfônica de Duque de Caxias, Sadraque Dias, é um dos participantes da campanha e enxerga nessa iniciativa uma maneira de expandir o alcance do que já é produzido na região. “A Baixada Fluminense é um território rico culturalmente, onde a arte se manifesta como expressão da identidade e da força de seu povo. Desde 2016, a Orquestra Sinfônica de Duque de Caxias se destaca como um importante símbolo de transformação cultural e social, levando música, formação e inspiração para toda a região”, afirmou Sadraque Dias.
A organização ressalta que ainda há espaço para ampliar a rede de equipamentos participantes no Centro do Rio. Mesmo assim, a adesão já registrada demonstra diversidade de linguagens e perfis entre os inscritos.
O idealizador da campanha, Diego Lacerda, destacou a variedade das inscrições recebidas até o momento. “O incrível foi a adesão dos artistas e produtores culturais. As áreas de atuação são bem diversificadas, indo desde artesãos a cineastas, escritores a grupos de dança. Duque de Caxias e Nova Iguaçu foram as cidades com maior número de inscritos até agora”, disse Diego Lacerda.
Dentre os artistas já cadastrados estão o Alarcon Picanço Criações, grupo que reúne profissionais da dança, do teatro, do circo, da música e do audiovisual independente; o Grupo Mantiquira, com repertório focado na música regional brasileira; a cantora e atriz Thayna Solo; a artista visual Ester Santos; a banda Rakydia; a artista Andrea Gangá; o ilustrador Bruno Seth; o Ensemble Fluminense; a Cia Tereza Petsold e o escritor Fábio Bruno.
A diversidade dos inscritos ajuda a evidenciar a amplitude da produção cultural da Baixada Fluminense, que abrange desde a música clássica ao rock, das artes visuais à literatura, da dança ao audiovisual. A campanha busca precisamente quebrar a barreira que frequentemente separa essa produção de espaços mais centrais de circulação e visibilidade.
Para acompanhar os artistas e grupos participantes, a campanha mantém atualizações no perfil @baixadanocentro no Instagram.



