No Parque Estadual do Desengano, localizado em São Fidélis, no norte fluminense, o biólogo Samir Mansur conseguiu registrar uma coruja-preta (Strix huhula). Essa observação é considerada incomum, uma vez que a ave prefere florestas bem conservadas e é noturna e discreta, dificultando sua visualização em seu habitat natural.
Apesar de ter uma ampla distribuição pela América do Sul, a coruja-preta é frequentemente difícil de ser avistada. Em muitos casos, sua localização se dá por meio de uma técnica chamada playback, que consiste em reproduzir os sons da espécie para atraí-la.
Com uma dieta variada, essa ave se alimenta predominantemente de insetos, morcegos e pequenos roedores. Além disso, apresenta uma taxa reprodutiva baixa, geralmente depositando apenas um ou dois ovos em cada ciclo reprodutivo.
A coloração predominantemente escura da coruja-preta, com nuances de marrom e listras brancas na região abdominal e facial, juntamente com seu bico amarelo, tornam-na ainda mais impressionante nas fotografias.
O registro fotográfico foi feito no dia 3 de maio durante o programa “Vem Passarinhar”, uma iniciativa promovida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). No estado do Rio de Janeiro, a coruja-preta é classificada como vulnerável na Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas.



