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Emanuel Alencar critica atitude de Castro em relação aos servidores públicos.

Curiosamente, o governador não demonstrou a mesma preocupação ao avalizar o aporte de R$ 1 bilhão do RioPrevidência no Banco Master — operação que pode colocar em risco recursos de aposentados e pensionistas

Divulgue pra geral:

O governador Cláudio Castro tem sido alvo de críticas por não conceder reajuste ao funcionalismo público desde 2022 e por descumprir repetidamente a Lei Estadual 9.436/2021. Recentemente, ao se pronunciar sobre as demandas dos servidores, Castro declarou de forma enfática que não haverá reajuste no curto prazo, demonstrando uma extrema preocupação com a situação fiscal do estado.

No entanto, é notável que essa mesma preocupação não tenha sido evidenciada quando o governador autorizou um aporte de R$ 1 bilhão do RioPrevidência no Banco Master, o que pode colocar em risco os recursos de aposentados e pensionistas. Além disso, não houve alarme por parte de Castro diante do desvio de R$ 226 milhões revelado no escândalo do Ceperj, que financiou contratações sem transparência e favoreceu estruturas políticas relacionadas à extrema direita nas eleições de 2022.

O descaso com o dinheiro público também é evidente nas bilionárias isenções fiscais concedidas a grandes empresas como a Refit, cujo proprietário está envolvido em graves denúncias de sonegação fiscal e está foragido em Miami, e para a multinacional Procter & Gamble.

Enquanto isso, os servidores públicos continuam sem reposição inflacionária, sofrendo com a corrosão de seus salários. No Rio de Janeiro, parece haver recursos públicos para diversos privilégios, mas não para valorizar aqueles que garantem o funcionamento do estado.

Nos próximos dias, o país estará atento ao julgamento que poderá definir o futuro político de Cláudio Castro. Independentemente do desfecho jurídico, esse episódio expõe mais uma vez a fragilidade ética e institucional que tem caracterizado a política fluminense nas últimas décadas. É evidente que o governador tem dificuldades em tomar ações assertivas ao longo de seus mais de 2 mil dias de governo, atribuindo a culpa sempre a terceiros.

O Rio de Janeiro precisa passar por uma transformação. É imprescindível eliminar a velha e nociva política, marcada por escândalos, clientelismo e desconsideração pelo interesse coletivo. O estado só poderá vislumbrar um futuro promissor quando o bem público se tornar a prioridade, deixando de lado a sobrevivência de projetos de poder.

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