Na quarta-feira (8), o ex-prefeito Eduardo Paes retornou ao Brasil após uma estadia de quase três semanas no Japão, em um momento marcado por incertezas na política do estado do Rio de Janeiro. Sua volta coincide com o início do julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre o método de escolha do próximo governador fluminense.
Esse retorno é considerado significativo, visto que ocorre em meio à crise sucessória provocada pela renúncia de Cláudio Castro, ocorrida em 23 de março. Desde então, a gestão do estado tem sido conduzida interinamente por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, enquanto o STF investiga se o novo mandato será decidido por votação direta ou indireta, através da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Eduardo Paes deixou sua posição como prefeito no dia 20 de março para concorrer ao governo estadual, sendo sucedido por Eduardo Cavaliere. Sua viagem ao Japão teve início logo após essa transição e se deu durante um dos períodos mais conturbados da sucessão política fluminense.
O julgamento realizado pelo STF começou na tarde desta quarta e analisa uma ação proposta pelo PSD, partido ao qual Paes pertence. Esse partido defende que as eleições diretas devem ser a forma escolhida para determinar quem assumirá interinamente a liderança do estado. A questão ganhou destaque após o PSD argumentar que a saída de Cláudio Castro não deveria alterar a natureza eleitoral da sucessão.
Nos bastidores políticos, o retorno de Paes reestabelece sua presença como figura central entre os integrantes do grupo político que busca transformar a atual crise institucional em uma oportunidade eleitoral para as eleições de outubro. Entre seus aliados, há um sentimento predominante de cautela diante desse cenário.
Com informações d´O Globo



