O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que é pré-candidato ao governo do estado, utilizou a recente prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) como um momento para reforçar sua proposta de eleições diretas para o cargo temporário no Palácio Guanabara.
Thiago Rangel foi detido na terça-feira (5) pela Polícia Federal durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. Essa investigação investiga indícios de irregularidades em aquisições de materiais e contratações de serviços na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).
A nova etapa da operação foi desencadeada após a análise de documentos coletados na fase anterior, que resultou na prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. Ele é alvo de investigações por supostamente ter vazado informações sigilosas para o ex-deputado Thiego Santos, conhecido como TH Joias, que é considerado um aliado do Comando Vermelho.
Eduardo Paes manifestou que a crise atual na Alerj compromete a legitimidade de uma possível eleição indireta para o cargo de governador.
Em suas redes sociais, Paes declarou que as investigações em curso envolvendo membros da Alerj colocam em dúvida a validade de uma eleição indireta para o governo. “É essa a Alerj que o ‘esquema’ do Cláudio Castro deseja que eleja indiretamente o governador do Estado. Querem continuar com a corrupção na educação! E na previdência! E no Ceperj! E na Saúde! E em qualquer lugar que puderem! Tenham vergonha! É preciso eleições diretas no Rio de Janeiro”, escreveu ele em sua conta no X.
Após a detenção de Rangel, a Alerj publicou uma nota afirmando que está disponível para ajudar as instituições na elucidação dos fatos.
A Assembleia Legislativa reafirmou seu compromisso com a transparência e confiança nas ações dos órgãos competentes, conforme apontado em sua declaração.
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