Na próxima quinta-feira (09/04), a proposta de expansão do Grupo Especial do carnaval carioca voltará a ser discutida. Presidentes das escolas de samba se encontrarão com o prefeito Eduardo Cavaliere na Cidade do Samba para debater a possibilidade de aumentar o número de agremiações da elite de 12 para 15. Essa alteração pode impactar significativamente tanto a estrutura quanto o financiamento do principal evento da cidade.
O encontro foi organizado por Gabriel David, atual presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio, que tem atuado como porta-voz das demandas das instituições. De acordo com os dirigentes, a ampliação só será viável com um incremento nos recursos financeiros e melhorias nas infraestruturas, garantindo que um grupo maior mantenha a qualidade dos desfiles.
A proposta não é nova; em março, durante a transição governamental, Cavaliere já havia demonstrado apoio à ideia, alinhando-se ao discurso do ex-prefeito Eduardo Paes, que abordou o tema como uma de suas últimas contribuições antes de deixar o cargo. Nos últimos dias, essa movimentação ganhou força, trazendo à tona a possibilidade de inclusão de escolas tradicionais que atualmente estão fora do grupo principal.
No encontro, Cavaliere mencionou escolas como Estácio de Sá, União da Ilha e Império Serrano como possíveis candidatas para as novas vagas, relembrando suas histórias significativas no carnaval carioca. Entretanto, dentro da Liga das Escolas de Samba do Rio, há um consenso de que as decisões devem ser pautadas por critérios técnicos baseados na classificação da Série Ouro. Nesse contexto, as três vagas poderiam ser ocupadas pelo Império Serrano, vice-campeão da Série Ouro em 2026; pela Unidos de Padre Miguel, terceira colocada; e pela União da Ilha, que encerrou a competição na quarta posição.



