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Deputados da Alerj denunciam coação e intimidação para votar em favor de Douglas Ruas

Parlamentares relatam ameaças de perda de verba, apoio político e legenda para garantir vitória do governista

Divulgue pra geral:

A eleição que elegeu o deputado estadual Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), posteriormente anulada pela Justiça, foi marcada por um intenso clima de pressão política nos bastidores.

Parlamentares relatam que líderes de partidos da base governista intensificaram uma ofensiva sobre deputados e prefeitos nas horas que antecederam a votação para garantir apoio ao candidato.

Essa pressão incluiu ameaças diretas de retaliação política e administrativa aos que resistiam às orientações, extrapolando o tradicional alinhamento partidário.

Dirigentes partidários vinham reforçando a necessidade de união, alertando que votos contrários poderiam acarretar consequências no futuro político dos parlamentares.

A perda de recursos de campanha, redução do tempo de televisão e até mesmo a negação de legenda para a reeleição foram algumas das ameaças feitas para evitar dissidências na votação estratégica.

Na reta final, a pressão se intensificou com líderes partidários acionando prefeitos aliados para convencer seus apadrinhados na Alerj a votar em Douglas Ruas, ameaçando isolamento político e dificuldades na obtenção de recursos estaduais para as cidades.

Essa coerção também foi mencionada como instrumento de pressão, refletindo em cortes de verbas nas áreas de saúde, manutenção e custeio, afetando diretamente as bases municipais.

Alguns deputados justificaram seus votos baseados na dependência de recursos para suas regiões, destacando a importância de manter o apoio do governo estadual para investimentos locais.

Após a votação, houve denúncias explícitas de coação por parte do deputado Vítor Júnior, indicando que prefeitos foram pressionados a ameaçar deputados com cortes de recursos orçamentários.

O episódio deve aprofundar divisões dentro dos partidos da base, com possíveis desdobramentos como a saída de cinco deputados de suas legendas em resposta à pressão exercida.

A presença de lideranças políticas durante a votação também foi observada, como o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que acompanhou de perto a sessão e foi interpretado como um articulador atento ao comportamento dos parlamentares.

A anulação do resultado pela Justiça após a votação adicionou um novo capítulo à crise, aumentando a análise sobre os métodos utilizados para garantir a maioria e expondo práticas de coerção política com possíveis desdobramentos jurídicos e eleitorais.

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