No próximo dia 18/03, o Centro Loyola da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) será palco do evento “O que não vemos, a Ciência mostra: água, ar e terra em destaque”. O encontro tem como objetivo fazer o público refletir sobre temas relacionados à contaminação ambiental e seus impactos na qualidade de vida da população, e acontecerá das 8h30 às 14h.
O evento contará com a participação de idosos do Posto de Saúde da Siqueira Campos, em Copacabana, e da Nave do Conhecimento do Engenhão, totalizando mais de 100 pessoas envolvidas. A proposta é promover um diálogo mais profundo entre a ciência e a sociedade em relação à qualidade ambiental e como isso impacta diretamente o dia a dia das pessoas.
Entre os temas em destaque estará o alto número de mortes causadas pela poluição do ar no Brasil, a contaminação da água do Rio Guandu e a qualidade do solo onde os alimentos são produzidos.
O coordenador Felipe Gouvea ressalta que “O monitoramento contínuo de parâmetros ambientais possibilita uma melhor compreensão das condições da região e gera informações científicas que podem embasar decisões mais sustentáveis e conscientes sobre o ambiente em que vivemos, tanto para a comunidade local quanto para a pesquisa”.
O evento incluirá demonstrações e análises laboratoriais em tempo real, proporcionando ao público a oportunidade de visualizar como a ciência investiga e monitora a qualidade ambiental. Pesquisadores da PUC-Rio estarão presentes no encontro.
A iniciativa conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil e do Instituto Acqualung, por meio do Programa LabJovens, que premiou a pesquisadora Lucia Helena. Além disso, o Laboratório IMES/Projeto Vale da Gávea e o Laboratório de Química Atmosférica da PUC-RIO também estão envolvidos na realização do evento.
Na programação, haverá um stand dedicado à qualidade do ar, conduzido pela equipe do Laboratório de Química Atmosférica (LQA), com a participação da pesquisadora Adriana Gioda. Serão apresentados os principais poluentes atmosféricos, seus impactos na saúde humana e demonstrações com sensores portáteis capazes de analisar a qualidade do ar em tempo real.
O espaço destinado ao solo abordará a qualidade da terra onde os alimentos são cultivados e soluções práticas para os cuidados diários, incluindo técnicas de melhoria, como o uso de biochar. O stand terá a participação da professora doutora em solos Agnieszka Ewa Latawiec e do professor doutor Rafael Nunes, com foco em inovação social e cartografia social.
Com o apoio da pesquisadora em carbono social, Lucia Sousa, os participantes poderão realizar testes simples de qualidade de água e saúde, como análises de parâmetros básicos e indicadores ambientais. A ideia é traduzir informações técnicas de forma acessível, estimulando o senso crítico da população sobre a água consumida no dia a dia.
O evento também contará com o stand do Projeto de Monitoramento do Vale da Gávea, apresentado pela equipe do Fabricação Digital/IMES, com a participação do pesquisador e coordenador Felipe Gouvea. Serão apresentados dados ambientais coletados na região da Gávea, incluindo informações sobre água, solo e qualidade do ar obtidas através de sensores ambientais que monitoram os parâmetros em tempo real.



