Após o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitar à Justiça a suspensão das obras do ARC Ipanema, um projeto de alto padrão localizado no espaço do antigo Colégio Sarah Dawsey, na Rua Alberto de Campos, a SIG Engenharia decidiu se manifestar publicamente e adotou uma postura mais firme em relação ao órgão. Essa situação foi divulgada inicialmente pelo DIÁRIO DO RIO nesta segunda-feira.
Em um comunicado enviado ao DDR nesta quinta-feira, a construtora defende que o projeto está em conformidade com a legislação urbanística atual e destaca que os principais pontos levantados pelo MP já foram discutidos e corrigidos durante o processo de licenciamento. A empresa também menciona que teve conhecimento da ação apenas pela mídia e afirma não ter recebido notificação prévia do Ministério Público.
O ARC Ipanema é situado em uma das áreas mais valorizadas de Ipanema e inclui a preservação do casarão dos anos 1930, que abrigou por quase seis décadas a tradicional instituição educacional. Enquanto isso, uma nova torre residencial está sendo erguida na parte posterior do terreno. O imóvel pertencia aos descendentes da antiga Casa Sloper, uma famosa loja de departamentos no Centro do Rio, e foi vendido ao setor imobiliário em uma transação avaliada em R$ 28 milhões, conforme noticiado primeiramente pelo DDR.
No processo civil público, o MP aponta possíveis irregularidades no licenciamento e questiona a altura da edificação, que chega a quase 30 metros, alegando que a obra infringe normas relacionadas a imóveis protegidos pela APAC de Ipanema.
A SIG Engenharia contesta essa posição, afirmando que o projeto possui licença regular emitida pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e que a altura do prédio foi autorizada em conformidade com o Plano Diretor vigente. De acordo com a empresa, o IRPH reconheceu em um parecer técnico que existem edifícios de seis, oito e nove andares na Rua Alberto de Campos.
A construtora também refutou as críticas sobre aspectos como ventilação e iluminação, além da chamada “empena cega”, esclarecendo que as preocupações diziam respeito a versões anteriores do projeto, as quais foram posteriormente ajustadas e aprovadas pelos órgãos competentes.
Na declaração enviada, a empresa insiste que toda a documentação mencionada pelo Ministério Público está disponível e poderia ter sido requisitada antes do início da ação judicial.



