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Condomínio no Flamengo enfrenta crise hídrica e problemas administrativos segundo residentes

Habitantes do Edifício Nair, que pagam quase R$ 2 mil de condomínio, reclamam de elevador parado, insegurança no prédio, sujeira, além de dificuldades de substituir a atual síndica

Divulgue pra geral:

No último sábado (8), os residentes do Condomínio Edifício Nair, situado na Rua São Salvador, número 105, no Flamengo, organizaram uma manifestação em repúdio à gestão atual do edifício. Entre as principais queixas estavam a sujeira acumulada, a insegurança, o elevador fora de funcionamento, problemas no porteiro eletrônico, o estado precário do portão de entrada e as condições da garagem, que foi comparada a um “presídio”.

Os moradores relataram uma série de problemas urgentes enfrentados no local. A coluna dois do edifício permanece sem fornecimento de água há mais de quatorze dias. Os condôminos afirmam que informaram formalmente os administradores sobre a situação, mas não houve resposta adequada. A falta d’água, conforme informações recebidas, seria resultado do fechamento do registro pela síndica como uma forma de retaliação.

Além da escassez de água, os condôminos destacaram outras questões administrativas preocupantes, como a imposição de duas multas pelo Corpo de Bombeiros devido ao descumprimento de normas técnicas. O edifício também foi autuado pela Vigilância Sanitária por falhas na limpeza da caixa d’água, manejo inadequado dos resíduos e falta de isolamento apropriado. Os manifestantes ainda mencionaram um laudo da Defesa Civil que aponta problemas estruturais no prédio.

Durante a mobilização, alguns participantes expressaram sua insatisfação com a dificuldade em destituir a atual síndica através de assembleia. Isso se deve ao fato dela e seu irmão possuírem a maior parte dos imóveis do condomínio – sete apartamentos – enquanto os demais moradores habitam apenas cinco unidades, dificultando o processo de votação.

Em resposta aos problemas contínuos e à impasse para mudar a administração, os moradores apresentaram uma ação judicial visando a destituição da síndica. Eles também mencionaram que inquéritos policiais foram abertos para investigar as denúncias sobre a gestão do condomínio.

Mesmo enfrentando essas condições precárias, os residentes pagam mensalmente cerca de R$ 2 mil em taxas condominiais, sem contar com funcionários disponíveis. Um dos organizadores do protesto relatou que inicialmente a síndica exigiu pagamentos em dinheiro e que após resistência dos moradores, passou a aceitar transferências via Pix para uma conta pessoal.

O organizador destacou que o estado de conservação do prédio é alarmante e que os vizinhos têm demonstrado apoio ao movimento ao reconhecerem as questões levantadas pelos moradores.

Durante o ato público, os manifestantes pediram o restabelecimento imediato do fornecimento de água e a saída da síndica. Em meio aos protestos, ela acionou as autoridades policiais. Após verificação da situação pelos agentes presentes, ficou decidido que não havia crime configurado e não era necessário registrar um boletim formal sobre o ocorrido.

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