A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu suspender, por tempo indeterminado, o processo de concessão do Bosque da Barra e do Parque Chico Mendes. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, cerca de dois meses após a publicação do edital que previa a transferência da administração dos parques para a iniciativa privada.
A suspensão foi caracterizada como “sine die”, termo utilizado para indicar uma paralisação por tempo indeterminado, sem uma data prevista para retomada do processo.
O modelo proposto envolvia a concessão dos serviços de operação, manutenção e suporte à visitação por um período de 20 anos. A empresa selecionada seria aquela que oferecesse o maior valor de outorga, com um investimento estimado em mais de R$ 12 milhões e a geração de cerca de R$ 101 milhões em benefícios econômicos ao longo do contrato.
Originalmente, as propostas deveriam ser entregues até 19 de março, com o leilão programado para o dia 26, na sede da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar).
Apesar da concessão, a gratuidade de acesso aos parques estava prevista para ser mantida. No entanto, a futura concessionária teria a possibilidade de explorar atividades comerciais e de serviços, como lanchonetes, aluguel de equipamentos, lojas e iniciativas de ecoturismo.



